A Alemanha foi, em 2025, o terceiro maior importador mundial de tecnologia médica, com compras externas de 30 mil milhões de dólares, segundo dados do Comtrade. Os instrumentos médico-cirúrgicos representaram a maior parcela, com 23 mil milhões de dólares.
Entre 2021 e 2025, as importações alemãs do setor cresceram a uma taxa média anual de 5,1%, acima dos 3,7% registados a nível mundial. Esta evolução foi impulsionada pelo aumento das importações de 25 mil milhões de dólares, em 2024, para 30 mil milhões, em 2025.
Com 83,6 milhões de habitantes e um PIB per capita de 59.925 dólares em 2025, a Alemanha é a maior economia da União Europeia e ocupa a terceira posição mundial nas exportações e importações. Após dois anos de recessão, o PIB cresceu 0,2% em 2025 e 0,5% no primeiro trimestre de 2026.
O setor da tecnologia médica emprega cerca de 265 mil pessoas e é constituído maioritariamente por pequenas e médias empresas. A electromedicina, os dispositivos de utilização única e os sistemas de administração de medicamentos, bem como os instrumentos reutilizáveis, estão entre os segmentos mais relevantes.
A progressiva digitalização da saúde e a implementação de soluções como a DiGA e a DiPA — aplicações digitais de saúde e de cuidados — poderão criar oportunidades para as empresas portuguesas nas áreas da saúde eletrónica (e-health) e da saúde inteligente (smart health).
Entre as principais tendências do setor encontram-se a tecnologia 5G, os implantes impressos em 3D, os dispositivos vestíveis (wearables), a inteligência artificial, a medicina personalizada e as exigências de cibersegurança e sustentabilidade. Os movimentos de nearshoring e de relocalização da produção na Europa estão também a influenciar a evolução desta indústria.
Ficha setorial de entrada no mercado: Tecnologia médica na Alemanha