A transformação da pesquisa digital, a visibilidade das marcas nas plataformas de Inteligência Artificial e as novas oportunidades do comércio eletrónico estão em destaque na 7.ª Conferência Exportar Online, promovida pela AICEP, esta terça-feira, 3 de novembro, no Museu do Oriente, em Lisboa.
Sob o tema «Missão Exportar Online: De Portugal para o Mundo», a iniciativa reuniu empresas, especialistas e representantes de plataformas digitais para analisar os desafios e as oportunidades da internacionalização através dos canais digitais, num contexto em que a Inteligência Artificial (IA) está a transformar a forma como os consumidores procuram informação, descobrem marcas e tomam decisões de compra.
Na abertura da conferência, o Administrador da AICEP, Paulo Rios de Oliveira, destacou a necessidade de as empresas portuguesas acompanharem a velocidade da transformação digital e adaptarem continuamente as suas estratégias.
«A questão não é aparecer na pesquisa, é ser a resposta», afirmou, sublinhando que a crescente utilização da Inteligência Artificial está a transformar os motores de busca em motores de resposta e a criar novas exigências para as marcas.
Para o administrador da AICEP, esta mudança representa também uma oportunidade para as empresas portuguesas, uma vez que muitas das tecnologias anteriormente reservadas às grandes organizações estão hoje acessíveis a um universo mais alargado de empresas.
«Nunca foi tão importante captar a atenção e converter essa atenção em negócio», salientou, reforçando o compromisso da AICEP em continuar a apoiar as empresas na utilização dos canais digitais para chegar a mais mercados e aumentar as vendas internacionais.
Também o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, numa intervenção em vídeo, destacou a importância de partilhar experiências e dar visibilidade aos casos de sucesso da internacionalização portuguesa. «Portugal tem hoje uma imagem muito boa em todo o mundo e temos de capitalizar isso com casos práticos de sucesso de internacionalização», afirmou.
Da pesquisa tradicional à recomendação por Inteligência Artificial
Um dos temas centrais da conferência é a evolução dos motores de pesquisa e o impacto dos Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT, na descoberta de produtos e marcas.
No painel dedicado à visibilidade das marcas na era da IA, João Marques, da NTT DATA, Tiago Ferreira, Head of Sales da Kodly, Bernardo Ferreira, AI SEO Strategist da Reach AI, e Marco Gouveia, especialista em marketing digital, analisam as mudanças no comportamento dos consumidores e as implicações para as estratégias de marketing digital e posicionamento internacional.
Os intervenientes foram unânimes quanto à necessidade de as empresas irem além das estratégias tradicionais de SEO e prepararem os seus conteúdos para uma realidade em que as plataformas de IA assumem um papel crescente na pesquisa e recomendação de produtos.
João Marques salienta que a pesquisa tradicional não vai desaparecer, mas está a assumir novos contornos, alertando que a internacionalização digital exige mais do que traduzir conteúdos: é fundamental adaptá-los aos mercados e às respetivas realidades culturais e de consumo.
Tiago Ferreira destaca que a pesquisa tradicional e a pesquisa através de IA vão coexistir, mas antecipou uma transformação na relação entre consumidores e marcas. À medida que os utilizadores passam a recorrer a comparadores e respostas generativas, as empresas terão de reforçar a sua relevância nas fontes de informação utilizadas pelos modelos de IA.
Por sua vez, Bernardo Ferreira considera um mito a ideia de que o Google vai desaparecer, sublinhando, contudo, que o ecossistema de pesquisa está cada vez mais fragmentado. Uma boa estratégia de SEO no Google não garante, por si só, que uma marca seja recomendada pelo ChatGPT ou por outras plataformas de IA.
«O SEO continua a ser relevante, mas a estratégia tem de ser específica para que a marca continue a aparecer», explicou.
O especialista destaca ainda uma diferença fundamental entre os motores de pesquisa tradicionais e os modelos de linguagem: enquanto o posicionamento no Google depende, entre outros fatores, da relevância e organização das páginas para determinadas pesquisas, nos LLMs ganha importância aquilo que outras fontes dizem sobre uma marca.
Neste novo contexto, a reputação digital, a qualidade e organização dos conteúdos e a presença consistente da marca em fontes relevantes tornam-se fatores determinantes para aumentar a probabilidade de recomendação pelas plataformas de IA.
Preparar as empresas portuguesas para vender mais além-fronteiras
A 7.ª Conferência Exportar Online integra ainda a apresentação do estudo European E-commerce Report 2026, por Jesse Weltevreden, professor na Universidade de Ciências Aplicadas de Amesterdão e fundador da RankMyAI, com dados sobre a evolução do comércio eletrónico e da Inteligência Artificial na Europa, incluindo Portugal.
O programa contempla também a partilha de experiências de empresas portuguesas, nomeadamente a Alameda Turquesa e a LATITID, e a análise de tendências como o social commerce, o live shopping e os novos modelos de venda digital.
As empresas participantes terão igualmente oportunidade de realizar reuniões individuais com marketplaces internacionais, para esclarecer questões práticas, conhecer modalidades de entrada em novos canais de venda e identificar oportunidades de expansão para novos mercados.
Com esta iniciativa, a AICEP reforça o seu compromisso com a capacitação das empresas portuguesas para os desafios da economia digital e com o apoio à sua internacionalização.
Num mercado global em rápida transformação, a presença digital deixou de ser apenas uma montra: é uma componente estratégica da competitividade internacional. O desafio passa agora por garantir que as empresas portuguesas não só são encontradas, mas também reconhecidas, recomendadas e escolhidas pelos consumidores em todo o mundo.
Sob o tema «Missão Exportar Online: De Portugal para o Mundo», a iniciativa reuniu empresas, especialistas e representantes de plataformas digitais para analisar os desafios e as oportunidades da internacionalização através dos canais digitais, num contexto em que a Inteligência Artificial (IA) está a transformar a forma como os consumidores procuram informação, descobrem marcas e tomam decisões de compra.
Na abertura da conferência, o Administrador da AICEP, Paulo Rios de Oliveira, destacou a necessidade de as empresas portuguesas acompanharem a velocidade da transformação digital e adaptarem continuamente as suas estratégias.
«A questão não é aparecer na pesquisa, é ser a resposta», afirmou, sublinhando que a crescente utilização da Inteligência Artificial está a transformar os motores de busca em motores de resposta e a criar novas exigências para as marcas.
Para o administrador da AICEP, esta mudança representa também uma oportunidade para as empresas portuguesas, uma vez que muitas das tecnologias anteriormente reservadas às grandes organizações estão hoje acessíveis a um universo mais alargado de empresas.
«Nunca foi tão importante captar a atenção e converter essa atenção em negócio», salientou, reforçando o compromisso da AICEP em continuar a apoiar as empresas na utilização dos canais digitais para chegar a mais mercados e aumentar as vendas internacionais.
Também o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, numa intervenção em vídeo, destacou a importância de partilhar experiências e dar visibilidade aos casos de sucesso da internacionalização portuguesa. «Portugal tem hoje uma imagem muito boa em todo o mundo e temos de capitalizar isso com casos práticos de sucesso de internacionalização», afirmou.
Da pesquisa tradicional à recomendação por Inteligência Artificial
Um dos temas centrais da conferência é a evolução dos motores de pesquisa e o impacto dos Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT, na descoberta de produtos e marcas.
No painel dedicado à visibilidade das marcas na era da IA, João Marques, da NTT DATA, Tiago Ferreira, Head of Sales da Kodly, Bernardo Ferreira, AI SEO Strategist da Reach AI, e Marco Gouveia, especialista em marketing digital, analisam as mudanças no comportamento dos consumidores e as implicações para as estratégias de marketing digital e posicionamento internacional.
Os intervenientes foram unânimes quanto à necessidade de as empresas irem além das estratégias tradicionais de SEO e prepararem os seus conteúdos para uma realidade em que as plataformas de IA assumem um papel crescente na pesquisa e recomendação de produtos.
João Marques salienta que a pesquisa tradicional não vai desaparecer, mas está a assumir novos contornos, alertando que a internacionalização digital exige mais do que traduzir conteúdos: é fundamental adaptá-los aos mercados e às respetivas realidades culturais e de consumo.
Tiago Ferreira destaca que a pesquisa tradicional e a pesquisa através de IA vão coexistir, mas antecipou uma transformação na relação entre consumidores e marcas. À medida que os utilizadores passam a recorrer a comparadores e respostas generativas, as empresas terão de reforçar a sua relevância nas fontes de informação utilizadas pelos modelos de IA.
Por sua vez, Bernardo Ferreira considera um mito a ideia de que o Google vai desaparecer, sublinhando, contudo, que o ecossistema de pesquisa está cada vez mais fragmentado. Uma boa estratégia de SEO no Google não garante, por si só, que uma marca seja recomendada pelo ChatGPT ou por outras plataformas de IA.
«O SEO continua a ser relevante, mas a estratégia tem de ser específica para que a marca continue a aparecer», explicou.
O especialista destaca ainda uma diferença fundamental entre os motores de pesquisa tradicionais e os modelos de linguagem: enquanto o posicionamento no Google depende, entre outros fatores, da relevância e organização das páginas para determinadas pesquisas, nos LLMs ganha importância aquilo que outras fontes dizem sobre uma marca.
Neste novo contexto, a reputação digital, a qualidade e organização dos conteúdos e a presença consistente da marca em fontes relevantes tornam-se fatores determinantes para aumentar a probabilidade de recomendação pelas plataformas de IA.
Preparar as empresas portuguesas para vender mais além-fronteiras
A 7.ª Conferência Exportar Online integra ainda a apresentação do estudo European E-commerce Report 2026, por Jesse Weltevreden, professor na Universidade de Ciências Aplicadas de Amesterdão e fundador da RankMyAI, com dados sobre a evolução do comércio eletrónico e da Inteligência Artificial na Europa, incluindo Portugal.
O programa contempla também a partilha de experiências de empresas portuguesas, nomeadamente a Alameda Turquesa e a LATITID, e a análise de tendências como o social commerce, o live shopping e os novos modelos de venda digital.
As empresas participantes terão igualmente oportunidade de realizar reuniões individuais com marketplaces internacionais, para esclarecer questões práticas, conhecer modalidades de entrada em novos canais de venda e identificar oportunidades de expansão para novos mercados.
Com esta iniciativa, a AICEP reforça o seu compromisso com a capacitação das empresas portuguesas para os desafios da economia digital e com o apoio à sua internacionalização.
Num mercado global em rápida transformação, a presença digital deixou de ser apenas uma montra: é uma componente estratégica da competitividade internacional. O desafio passa agora por garantir que as empresas portuguesas não só são encontradas, mas também reconhecidas, recomendadas e escolhidas pelos consumidores em todo o mundo.