A iniciativa, promovida por Portugal, visa estabelecer metodologias rigorosas, comparáveis e cientificamente validadas para a certificação de créditos de carbono azul — um instrumento cada vez mais relevante no combate às alterações climáticas. A nova comissão terá como missão apoiar os 19 Estados-membros do Ocean Panel, responsáveis por cerca de 40% das Zonas Económicas Exclusivas mundiais, na implementação destas normas.
Portugal, membro fundador da aliança, tem assumido um papel de destaque neste domínio. O país comprometeu-se a assegurar a gestão 100% sustentável das suas águas marítimas até 2030, no âmbito da Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030. A representação portuguesa no painel é liderada pelo secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, que tem defendido a ligação entre oceano e clima como eixo estratégico para enfrentar os desafios ambientais globais.
A certificação do carbono azul permitirá valorizar economicamente a capacidade dos ecossistemas marinhos — como pradarias marinhas, sapais e mangais — de capturar e armazenar carbono. Este mecanismo poderá desbloquear novas fontes de financiamento para projetos de conservação, restauro ecológico e reforço da resiliência costeira.
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