Em Moçambique, o e‑commerce revela‑se ainda incipiente. O leque de opções de pagamento digital é escasso e a carência de infraestruturas (ex.: distribuição), os elevados custos e os atrasos nas entregas constituem entraves à expansão do setor. O mercado ocupa a 126.ª posição no Global Innovation Index 2023, num universo de 132 países.
Porém, existem razões que poderão conduzir as empresas portuguesas a exportar para Moçambique, através do e‑commerce:
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Em 2017 foi aprovada a Lei de Transações Eletrónicas, definindo o quadro jurídico para o desenvolvimento do e‑commerce.
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Desde 2018 que o banco central estuda a conceção de um sistema de pagamento digital nacional, articulando as diversas plataformas.
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Projeta‑se um incremento das vendas online a par da emergência da classe média, sobretudo transfronteiriças (ex.: viagens), e de progressos nas infraestruturas de TI.
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A limitada oferta interna induz uma procura crescente por e‑shops externas (ex.: Amazon e lojas europeias).
O e‑commerce inclui a venda direta ao consumidor (B2C) e as transações entre empresas (B2B). Este último regista um forte crescimento, representando uma parte considerável do e‑commerce a nível global. No segmento B2B, verifica‑se um reforço das compras no país. Porém, a análise efetuada recai apenas na vertente B2C, dada a sua maior relevância junto do consumidor final.