O Ministro Castro Almeida faz um balanço da execução final do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), que é formalmente encerrado no dia 31 de agosto. Com mais 5 mil milhões de euros executados do que o previsto em junho de 2021, nos últimos dois anos o PRR adquiriu uma dimensão empresarial que não possuía, sem descurar o investimento em outras áreas muito relevantes.
“O PRR termina mais robusto nas áreas da saúde, inovação, ciência, digitalização, competitividade empresarial e eficiência energética, garantindo que os projetos retirados vão continuar a ser executados através de outros financiamentos”, afirma o Ministro da Economia e da Coesão Territorial.
A introdução de Inteligência Artificial (IA) nas empresas, apoiada com 800 milhões de euros através do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), criado em 2025, foi a principal área beneficiada pelas reprogramações do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) negociadas pelo Governo em Bruxelas. A somar a este montante, mais 400 milhões de euros do PRR foram redirecionados para as empresas no último ano e meio através das linhas “Reindustrializar”, “Economia de Defesa e Segurança” e “Ecossistema ‘Deep Tech’”.
Com o IFIC o Ministério da Economia e da Coesão Territorial canalizou para o tecido empresarial – desde PME a grandes empresas – verbas não utilizadas dos programas do PRR, que sofreram dificuldades ou atrasos na execução.
Além destes 1.200 milhões de euros reprogramados para investimentos inovadores na competitividade das empresas, outros três setores distinguem-se por receberem mais dinheiro do que estava previsto no programa inicial em 2021: a Saúde, com mais 650 milhões de euros; as escolas e o Ensino Superior, com mais 635,5 milhões de euros; e os Equipamentos Sociais, com mais 184 milhões de euros do que estava programado de início.
As Agendas Mobilizadoras, que permitiram fazer a ligação entre o conhecimento científico produzido nas universidades e centros de investigação e o tecido empresarial, foram também uma das áreas reforçadas ao longo da execução do PRR, com a dotação inicial de 930 milhões a passar para os cerca de três mil milhões de euros.
Foram 51 os consórcios que desenvolveram projetos em áreas como a saúde, aeronáutica e espaço, mobilidade sustentável, energia, digitalização industrial, biotecnologia e construção, permitindo a criação de 11 mil novos empregos altamente qualificados.
O PRR foi desenhado há cinco anos para cerca de 16,6 mil milhões de euros (13.944 milhões de euros de subvenções e 2.700 milhões de euros de empréstimos). Mas será encerrado no próximo dia 31 de agosto com quase 22 mil milhões de euros.
Conteúdo do Governo de Portugal.