Reino Unido: grande economia e mercado estratégico para Portugal
O Reino Unido (RU) possui a sexta maior economia do mundo. Os serviços representam mais de 40% das exportações e 80% do PIB do país, segundo a EIU. Entre os principais setores destacam-se os farmacêutico, biotecnológico, hoteleiro, financeiro e de software, bem como a energia e os transportes.
Após a saída da União Europeia em 2020, o Reino Unido abandonou, em 2021, o Mercado Único e a União Aduaneira. O Acordo de Comércio e Cooperação estabeleceu a isenção de tarifas e quotas no comércio bilateral, enquanto o Enquadramento de Windsor veio simplificar o comércio de bens entre o Reino Unido e a UE através da Irlanda do Norte.
O país é o segundo maior destino mundial de investimento em FinTech e um importante centro financeiro. É também um dos maiores mercados mundiais da construção e o principal mercado europeu de TIC, nomeadamente no segmento dos data centres. Destaca-se ainda pelo segundo maior setor aeroespacial e pela maior capacidade instalada de energia eólica offshore do mundo. O mercado de trabalho flexível e o reduzido nível de carga regulatória constituem outras vantagens competitivas.
Após um crescimento de 1,1% em 2024, o PIB real do Reino Unido cresceu 1,4% em 2025, impulsionado, entre outros fatores, pela flexibilização da política monetária, pelo aumento do consumo, da despesa pública e do investimento. Para 2026, a EIU prevê um ligeiro abrandamento do crescimento para 1,0%, refletindo o impacto do aumento dos preços da energia no investimento e no consumo privado.
No Overall Ranking 2025 da EIU, que avalia o desempenho dos mercados em matéria de sustentabilidade ambiental, social e de governança, o Reino Unido ocupou a 6.ª posição entre 151 mercados. O país ficou em 6.º lugar na dimensão ambiental, 2.º na social e 11.º em governança.
Segundo dados do FMI, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital correspondeu a -2,6% do PIB em 2025, enquanto o saldo da Balança Financeira representou -2,9%.
O Reino Unido continua a apresentar oportunidades de negócio para as empresas portuguesas, nomeadamente nas fileiras automóvel e tecnológica/digital, saúde e Life Sciences, construção e energias renováveis.
(junho de 2026)