As exportações portuguesas de bens cresceram 10% em junho, para €7,2 mil milhões, enquanto as importações aumentaram 19,6%, para €10,8 mil milhões, agravando o défice da balança comercial.
De acordo com dados divulgados pelo INE, as exportações portuguesas de bens aumentaram 10% em termos homólogos em junho de 2026, atingindo €7,2 mil milhões. Face a maio, registaram, contudo, uma redução de 1,7%.
As importações cresceram 19,6% em termos homólogos, para €10,8 mil milhões, e aumentaram 6,7% face ao mês anterior. Como resultado, o défice da balança comercial de bens atingiu €3,6 mil milhões, mais €1,1 mil milhões do que em junho de 2025.
No primeiro semestre, as exportações totalizaram €41,4 mil milhões, um aumento de 1,7% face ao mesmo período de 2025, enquanto as importações cresceram 6,3%, para €59,6 mil milhões. O défice comercial aumentou €2,8 mil milhões, para €18,3 mil milhões, e a taxa de cobertura das importações pelas exportações desceu para 69,4%.
A União Europeia absorveu 72,3% das exportações portuguesas, que cresceram 1,7%. Espanha manteve-se como principal destino, com 26,2% do total, seguida da Alemanha (12,2%) e França (12,1%). Fora da UE, os Estados Unidos e o Reino Unido foram os principais mercados, com quotas de 5,3% e 4,2%, respetivamente.
Espanha registou o maior contributo positivo para o crescimento das exportações, com um aumento de €369,1 milhões, seguida de França (+€168,6 milhões) e Turquia (+€155,4 milhões). Em sentido contrário, destacaram-se as quebras das vendas para a Alemanha (-€728,4 milhões), Estados Unidos (-€388 milhões) e Reino Unido (-€94,9 milhões).
Por grupos de produtos, Máquinas e Aparelhos lideraram as exportações, com uma quota de 16,5%, seguidas dos Veículos e Outro Material de Transporte (13,3%) e dos Metais Comuns (8,6%). Nas importações, estes três grupos também ocuparam as primeiras posições.
Em junho, os preços das exportações aumentaram 4,9% em termos homólogos, enquanto os preços das importações cresceram 6,1%.
No contexto da UE27, Portugal foi, entre janeiro e maio, o 16.º maior exportador de bens, com uma quota de 1,2% das exportações comunitárias, e o 15.º maior importador, com uma participação de 1,7%.
Os dados relativos ao comércio internacional português de bens em janeiro-julho de 2026 serão divulgados pelo INE a 9 de setembro.