O setor exportador nacional tem resistido de forma assinalável às perturbações internacionais e à incerteza que domina a economia global, conseguindo uma aceleração das vendas ao exterior na primeira metade do ano, e, apesar das dificuldades no panorama externo, as perspetivas para o segundo semestre são contidamente otimistas. Segundo o levantamento da Associação Empresarial de Portugal (AEP), são 30,8% as empresas que antecipam uma segunda metade de 2026 mais favorável do que a primeira – ainda que este número seja contraposto por 28,2% dos empresários que temem mais dificuldades, sublinhando a incerteza que continua a reinar.
Os dados mais recentes do INE são notoriamente positivos e mostram a resistência das empresas nacionais: o segundo trimestre mostra um crescimento das exportações de bens de 10%, acima dos 8,2% do lado das importações, e inverte a queda de 6,5% registada nas vendas ao exterior no arranque do ano, isto em termos homólogos. Excluindo as transações para trabalhos por encomenda, que têm dado um forte impulso à componente externa nacional (sobretudo em setores como o farmacêutico), os resultados são ainda mais positivos: as exportações crescem 10,6%, embora ultrapassadas pelos 12% nas importações.
Artigo do O Jornal Económico aqui.