“O Governo está empenhado em […] promover a transparência e garantir a não interferência política no setor empresarial do Estado”, assegurou Miranda Sarmento na conferência “Tendências e Desafios da Corporate Governance em 2026”, em Lisboa.
O ministro de Estado e das Finanças considerou que estas empresas devem assumir um papel de vanguarda na transição digital e sublinhou que o setor público e privado tem conseguido gerar oportunidades, mesmo num contexto de adversidades.
Na sua intervenção, Joaquim Miranda Sarmento lembrou que a economia portuguesa cresceu perto de 2% em 2025, acima da média da União Europeia, e que perante os choques geopolíticos demonstrou a sua resiliência.
Já a taxa de emprego, conforme apontou, atingiu, no ano passado, o valor mais elevado de sempre, enquanto o desemprego aproximou-se de “mínimos históricos”.
Por sua vez, o investimento público acelerou cerca de 22% no ano passado e, até 30 de novembro, foram constituídas perto de 50.000 empresas, enquanto os encerramentos e insolvências recuaram.
Somam-se, aproximadamente, 7.000 empresas capacitadas pela AICEP — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal no ano em análise.
“Estes indicadores são evidência do trabalho que está a ser feito pelo país e empresas, que nos permite estar mais preparados para enfrentar choques internos e externos que estamos a assistir”, concluiu.