O setor imobiliário nacional vive momentos de transformação e nunca como agora se tem falado tanto desta atividade, quer no âmbito residencial quer comercial. No centro da discussão pública, a atividade continua a ser uma das mais atrativas da economia nacional e a mobilizar investimentos, empreendedorismo e inovação tecnológica.
O mercado está em plena transformação e, seja no setor residencial (no centro da maioria das polémicas atuais devido à escassez e preços elevados), seja no comercial, o tradicional modelo de negócio “concorre” cada vez mais com a inovação de novas ofertas empresariais, centradas na digitalização dos processos de compra e venda de imobiliário.
O empreendedorismo nesta área tem dado frutos com o aparecimento de novas e inovadoras empresas e start-ups que recorrem à tecnologia (como, por exemplo, inteligência artificial, realidade virtual ou big data), para otimizar a compra, venda, arrendamento ou gestão de imóveis. São as chamadas proptech, plataformas, na sua grande maioria, com oferta de produtos e serviços exclusivamente online, que apostam na desburocratização do setor e na melhoria da experiência dos diferentes players deste mercado, sejam eles os profissionais ou os clientes.
Estas “agências imobiliárias digitais” acabam por tornar a gestão imobiliária mais acessível, mais eficiente e mais sustentável e, por serem descomplicadas e acessíveis em qualquer lugar e a qualquer hora, têm vindo a conquistar o seu espaço no mercado. Aliás, as plataformas proptech, com os seus portais imobiliários, protagonizam provavelmente uma das grandes transformações da indústria.
A verdade é que as proptechs vieram alterar o paradigma do mercado imobiliário, por um lado, com aparecimento de empresas 100 % nacionais, por outro, com a entrada de grupos internacionais no mercado português.
E não faltam exemplos de projetos inovadores, como é o caso da Photobooking, uma plataforma que tem como finalidade mudar a forma como o setor imobiliário comunica os imóveis. Com base num modelo de negócio pay-per-use, a empresa lançou uma web app de gestão de conteúdos multimédia personalizada para marcas, e atualmente tem mais de 90 versões personalizadas, reúne mais de 2 mil agências imobiliárias registadas e 9 mil utilizadores no território nacional.
E a par de redes imobiliárias “tradicionais”, como a Century 21, a ERA ou a REMAX, também proptechs como a Casafari CRM ou o portal Imovirtual integram os serviços do Photobooking diretamente através de API ou versões próprias da plataforma.
Na sequência da sua mais recente atualização, os utilizadores podem aceder a mais do que fotografia, vídeo, visitas virtuais e vídeos drone. A oferta inclui formação em vendas e coaching empresarial, serviços jurídicos especializados em imobiliário, arquitetura e obras e remodelações, marketing imobiliário, certificação energética, serviços de limpeza e manutenção de imóveis.
A par destes modelos de negócio 100% digitais, também as imobiliárias ditas tradicionais não fogem à digitalização. Aproveitaram a oportunidade para adaptarem o negócio ao online adotando muitas vezes sistemas “híbridos” que juntam a versão mais convencional na oferta dos imóveis – centrada maioritariamente nas agências/consultoras imobiliárias e na divulgação física dos imóveis – com a componente digital e mais interativa com os clientes.
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