Concluído o acordo comercial com a índia, a União Europeia (UE) reforçou esta quinta-feira uma outra importante parceria na Ásia Trata-se do acordo com o Vietname, que entrou em vigor em 2020 e permitiu eliminar tarifas sobre quase 99% dos produtos comercializados. O reforço desse acordo, em áreas críticas para a UE, surge em resposta às tarifas dos Estados Unidos e à forte incerteza geopolítica.
Com este novo entendimento, Bruxelas e Hanói atualizam o acordo de há seis anos e elevam as suas relações comerciais e diplomáticas. É definida uma parceria estratégica abrangente, o mais alto nível diplomático e de cooperação entre dois países, que vai reforçar o acordo comercial em curso e envolver um grau de confiança mútua e diálogo e colaboração constantes entre as duas partes. Dessa forma, a UE é colocada no mesmo patamar diplomático dos Estados Unidos, China e Rússia.
Esta é a primeira parceria estratégica abrangente a ser assinada entre a UE e um país do Sudeste Asiático. Por isso, é considerada como "um marco histórico", numa altura em que as tensões geopolíticas e comerciais estão a aumentar.
A atualização da parceria europeia com o Vietname foi anunciada durante uma visita oficial do presidente do Conselho Europeu, António Costa, a Hanói. "Num momento em que a ordem internacional baseada em regras está sob ameaça de vários lados, precisamos de nos manter lado alado como parceiros confiáveis e previsíveis", referiu, em Hanói. "Trata-se de investir numa relação equilibra da e construída para durar. Olhamos para o futuro com confiança, ambição e um claro sentido de propósito".
Mas o que prevê o acordo? Está previsto um reforço da cooperação política, colaboração em questões de paz, defesa e segurança, e um fortalecimento das relações económicas. No caso da UE, o acordo reforça o acesso a uma das economias mundiais que está em rápido crescimento e vai permitir diversificar as cadeias de abastecimento.
No novo acordo, pode ler-se que "ambas as partes vão explorar, desenvolver e aprofundar as oportunidades de comércio e investimento em setores de interesse mútuo". Estes setores envolvem, entre outros, matérias-primas críticas, semi condutores, energia - incluindo energias "limpas" -, transportes e infraestruturas - incluindo infraestruturas de comunicações seguras e 5G -, inteligência artificial e digitalização, as sim como a agricultura, silvicultura e pesca sustentáveis.
A UE e o Vietname concordam também em criar um quadro regulamentar e de investimento "claro, aberto, atrativo, robusto e fiável", explorando um reforço da cooperação europeia no desenvolvimento do setor financeiro do Vietname.
No que toca à defesa e segurança, o acordo estabelece que a UE e o Vietname vão reforçar a colaboração na formação de recursos humanos para operações de manutenção da paz e aumentar a entreajuda em operações de busca e salvamento. A UE compromete-se também em apoiar o Vietname a lidar com "alguns dos problemas decorrentes do legado da guerra", que durou até aos anos 1970.
É esperado que, com o aprofundar das relações entre os dois países, haja um novo impulso às trocas comerciais. O Vietname é o maior parceiro comercial da UE no Sudeste Asiático, para onde seguiram mais de 55 mil milhões de euros em exportações de bens e serviços nos primeiros 11 meses do ano passado. O valor corresponde a um aumento de 6,6% em comparação com o ano anterior. Maquinaria, aeronaves e equipamentos elétricos são os produtos europeus mais exportados para o Vietname.
Já para o Vietname, a UE é o o terceiro maior mercado para as exportações e o quinto principal fornecedor. Entre os produtos mais comprados pelos europeus ao mercado vietnamita estão têxteis, calçado, arroz e equipamentos de comunicação, como telemóveis.
Para Portugal, o Vietname é o 54.° maior destino das exportações nacionais e o 31.° maior fornecedor. Em 2024, o país exportou um total de 85 milhões de euros em bens e serviços para o mercado vietnamita e importou quase 500 milhões.
85
EXPORTAÇÕES
Portugal exportou para o Vietname um total de 85 milhões de euros, em 2024, e importou quase 500 milhões.
O Vietname é o maior parceiro comercial da União Europeia no Sudeste Asiático
Com este novo entendimento, Bruxelas e Hanói atualizam o acordo de há seis anos e elevam as suas relações comerciais e diplomáticas. É definida uma parceria estratégica abrangente, o mais alto nível diplomático e de cooperação entre dois países, que vai reforçar o acordo comercial em curso e envolver um grau de confiança mútua e diálogo e colaboração constantes entre as duas partes. Dessa forma, a UE é colocada no mesmo patamar diplomático dos Estados Unidos, China e Rússia.
Esta é a primeira parceria estratégica abrangente a ser assinada entre a UE e um país do Sudeste Asiático. Por isso, é considerada como "um marco histórico", numa altura em que as tensões geopolíticas e comerciais estão a aumentar.
A atualização da parceria europeia com o Vietname foi anunciada durante uma visita oficial do presidente do Conselho Europeu, António Costa, a Hanói. "Num momento em que a ordem internacional baseada em regras está sob ameaça de vários lados, precisamos de nos manter lado alado como parceiros confiáveis e previsíveis", referiu, em Hanói. "Trata-se de investir numa relação equilibra da e construída para durar. Olhamos para o futuro com confiança, ambição e um claro sentido de propósito".
Mas o que prevê o acordo? Está previsto um reforço da cooperação política, colaboração em questões de paz, defesa e segurança, e um fortalecimento das relações económicas. No caso da UE, o acordo reforça o acesso a uma das economias mundiais que está em rápido crescimento e vai permitir diversificar as cadeias de abastecimento.
No novo acordo, pode ler-se que "ambas as partes vão explorar, desenvolver e aprofundar as oportunidades de comércio e investimento em setores de interesse mútuo". Estes setores envolvem, entre outros, matérias-primas críticas, semi condutores, energia - incluindo energias "limpas" -, transportes e infraestruturas - incluindo infraestruturas de comunicações seguras e 5G -, inteligência artificial e digitalização, as sim como a agricultura, silvicultura e pesca sustentáveis.
A UE e o Vietname concordam também em criar um quadro regulamentar e de investimento "claro, aberto, atrativo, robusto e fiável", explorando um reforço da cooperação europeia no desenvolvimento do setor financeiro do Vietname.
No que toca à defesa e segurança, o acordo estabelece que a UE e o Vietname vão reforçar a colaboração na formação de recursos humanos para operações de manutenção da paz e aumentar a entreajuda em operações de busca e salvamento. A UE compromete-se também em apoiar o Vietname a lidar com "alguns dos problemas decorrentes do legado da guerra", que durou até aos anos 1970.
É esperado que, com o aprofundar das relações entre os dois países, haja um novo impulso às trocas comerciais. O Vietname é o maior parceiro comercial da UE no Sudeste Asiático, para onde seguiram mais de 55 mil milhões de euros em exportações de bens e serviços nos primeiros 11 meses do ano passado. O valor corresponde a um aumento de 6,6% em comparação com o ano anterior. Maquinaria, aeronaves e equipamentos elétricos são os produtos europeus mais exportados para o Vietname.
Já para o Vietname, a UE é o o terceiro maior mercado para as exportações e o quinto principal fornecedor. Entre os produtos mais comprados pelos europeus ao mercado vietnamita estão têxteis, calçado, arroz e equipamentos de comunicação, como telemóveis.
Para Portugal, o Vietname é o 54.° maior destino das exportações nacionais e o 31.° maior fornecedor. Em 2024, o país exportou um total de 85 milhões de euros em bens e serviços para o mercado vietnamita e importou quase 500 milhões.
85
EXPORTAÇÕES
Portugal exportou para o Vietname um total de 85 milhões de euros, em 2024, e importou quase 500 milhões.
O Vietname é o maior parceiro comercial da União Europeia no Sudeste Asiático