Chama-se NeuroSoV e é uma das 47 startups que germinam na UBI Medical, a incubadora de empresas na área da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã.
Esta pequena e jovem empresa, fundada por quatro investigadores da UBI e um médico ligado à indústria farmacêutica, acaba de dar um passo estratégico rumo à internacionalização das suas inovações no sector neurofarmacêutico.
BEIRA INTERIOR ‘Portugal produz’ é uma série de 12 trabalhos que o Expresso publica ao longo de 2026, ao ritmo de um por mês, sobre algumas das regiões que mais se destacam na economia nacional e que estão a afirmar-se enquanto espaços de criação de emprego, atração de investimento e dinamização das exportações. Na série damos a conhecer o que de melhor se faz nas várias regiões, como têm crescido e que desafios enfrentam. Em novembro apresentou nos Estados Unidos da América a terapia pioneira em que está a trabalhar e que pode dar origem a um medicamento capaz de atrasar a progressão da doença de Parkinson.
A organização, nascida na Covilhã, teve a oportunidade de mostrar os seus avanços clínicos a empresas de biotecnologia e a investigadores do Texas na conceituada Universidade de Austin. Esta startup, que já foi galardoada com a distinção de Melhor MedTech & Health Startup de 2023 pelo European Innovation Technology Digital, é apenas uma das que estão a transferir conhecimento da UBI para a área da indústria farmacêutica. Aliás, no Texas, os responsáveis da NeuroSoV tiveram também oportunidade de testar o potencial comercial das suas tecnologias de ponta no ramo de investigação em que trabalham. Ana Paula
Duarte, reitora da UBI desde junho de 2025, ela própria também oriunda da área das Ciências Farmacêuticas da universidade beirã, explica, com orgulho, que “já não temos espaço neste edifício [da UBI Medical] para tantos projetos de investigação como gostaríamos, razão pela qual já estamos a avançar para a construção de um novo espaço”. E explica que algumas já saíram e ganharam vida própria, mas “é mesmo preciso dar mais expressão a esta vaga de entusiasmo que cresce e que se multiplica entre os nossos jovens investigadores”, sublinhando ainda que também existe um protocolo de colaboração com a Universidade de Salamanca, em Espanha, “na investigação científica e na partilha de conhecimento”.
João Leitão, vice-reitor da UBI e responsável pelas áreas financeira, da inovação e do empreendedorismo, subscreve as palavras da sua colega Ana Paula Duarte e acrescenta que “na última década ganhou forma um forte dinamismo nunca visto na Covilhã, nomeadamente após a criação desta nossa incubadora de alta tecnologia na área da Saúde [a UBI Medical]”. Aliás, complementa: “Algumas das nossas startups estão já a ser cobiçadas por grandes multinacionais do sector da Saúde e a própria Covilhã está a começar a entrar no radar internacional e já é destino de doentes de várias patologias tradicionalmente mais concentradas nas grandes cidades, porque encontram aqui o conhecimento de que necessitam para efetivarem as suas terapias”. Na opinião deste académico, “o que está a faltar é a instalação na Covilhã de uma grande empresa multinacional do sector da Saúde, que acabaria por funcionar como uma espécie de âncora”. Garante que atrás dela viriam outras e que a mão de obra qualificada não iria faltar.
O que é necessário, segundo ele, é mais empenho da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) “na captação de investimentos de vulto nesta área para a nossa região”. Argumenta ainda que a UBI tem feito muito pela promoção da região, tanto a nível nacional como internacional, “razão pela qual esta instituição de ensino superior começa a aparecer cada vez mais nos rankings internacionais de referência”.
Uma das referências da UBI Medical é a Labfit, fundada por Ana Palmeira de Oliveira, da qual é presidente. É uma empresa de serviços médicos, farmacêuticos e produtos para cosmética que emprega já 31 pessoas altamente qualificadas e que continua a apostar na transferência de conhecimento da UBI para o dia a dia da sua atividade. “Começámos por empregar alunos nossos e agora já estamos na fase de recrutar a nível internacional”, refere a executiva.
Esta pequena e jovem empresa, fundada por quatro investigadores da UBI e um médico ligado à indústria farmacêutica, acaba de dar um passo estratégico rumo à internacionalização das suas inovações no sector neurofarmacêutico.
BEIRA INTERIOR ‘Portugal produz’ é uma série de 12 trabalhos que o Expresso publica ao longo de 2026, ao ritmo de um por mês, sobre algumas das regiões que mais se destacam na economia nacional e que estão a afirmar-se enquanto espaços de criação de emprego, atração de investimento e dinamização das exportações. Na série damos a conhecer o que de melhor se faz nas várias regiões, como têm crescido e que desafios enfrentam. Em novembro apresentou nos Estados Unidos da América a terapia pioneira em que está a trabalhar e que pode dar origem a um medicamento capaz de atrasar a progressão da doença de Parkinson.
A organização, nascida na Covilhã, teve a oportunidade de mostrar os seus avanços clínicos a empresas de biotecnologia e a investigadores do Texas na conceituada Universidade de Austin. Esta startup, que já foi galardoada com a distinção de Melhor MedTech & Health Startup de 2023 pelo European Innovation Technology Digital, é apenas uma das que estão a transferir conhecimento da UBI para a área da indústria farmacêutica. Aliás, no Texas, os responsáveis da NeuroSoV tiveram também oportunidade de testar o potencial comercial das suas tecnologias de ponta no ramo de investigação em que trabalham. Ana Paula
Duarte, reitora da UBI desde junho de 2025, ela própria também oriunda da área das Ciências Farmacêuticas da universidade beirã, explica, com orgulho, que “já não temos espaço neste edifício [da UBI Medical] para tantos projetos de investigação como gostaríamos, razão pela qual já estamos a avançar para a construção de um novo espaço”. E explica que algumas já saíram e ganharam vida própria, mas “é mesmo preciso dar mais expressão a esta vaga de entusiasmo que cresce e que se multiplica entre os nossos jovens investigadores”, sublinhando ainda que também existe um protocolo de colaboração com a Universidade de Salamanca, em Espanha, “na investigação científica e na partilha de conhecimento”.
João Leitão, vice-reitor da UBI e responsável pelas áreas financeira, da inovação e do empreendedorismo, subscreve as palavras da sua colega Ana Paula Duarte e acrescenta que “na última década ganhou forma um forte dinamismo nunca visto na Covilhã, nomeadamente após a criação desta nossa incubadora de alta tecnologia na área da Saúde [a UBI Medical]”. Aliás, complementa: “Algumas das nossas startups estão já a ser cobiçadas por grandes multinacionais do sector da Saúde e a própria Covilhã está a começar a entrar no radar internacional e já é destino de doentes de várias patologias tradicionalmente mais concentradas nas grandes cidades, porque encontram aqui o conhecimento de que necessitam para efetivarem as suas terapias”. Na opinião deste académico, “o que está a faltar é a instalação na Covilhã de uma grande empresa multinacional do sector da Saúde, que acabaria por funcionar como uma espécie de âncora”. Garante que atrás dela viriam outras e que a mão de obra qualificada não iria faltar.
O que é necessário, segundo ele, é mais empenho da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) “na captação de investimentos de vulto nesta área para a nossa região”. Argumenta ainda que a UBI tem feito muito pela promoção da região, tanto a nível nacional como internacional, “razão pela qual esta instituição de ensino superior começa a aparecer cada vez mais nos rankings internacionais de referência”.
Uma das referências da UBI Medical é a Labfit, fundada por Ana Palmeira de Oliveira, da qual é presidente. É uma empresa de serviços médicos, farmacêuticos e produtos para cosmética que emprega já 31 pessoas altamente qualificadas e que continua a apostar na transferência de conhecimento da UBI para o dia a dia da sua atividade. “Começámos por empregar alunos nossos e agora já estamos na fase de recrutar a nível internacional”, refere a executiva.