O autarca revelou que as empresas reportaram "mais de 750 danos" na plataforma estragos.pt, correspondentes a um prejuízo superior a 170 milhões de euros.
Contudo, a análise das imagens de alta resolução recolhidas por drones da Tekever, que sobrevoou grande parte do território, leva-o a avançar com um valor 30 milhões de euros superior. "Há empresas totalmente destruídas que não estão na nossa base de dados", justificou. As linhas de apoio do Banco de Fomento receberam 724 candidaturas de empresas, no valor de 200 milhões de euros, o que corresponde a 22% a nível nacional.
Gonçalo Lopes prevê, contudo, que este montante possa vir a triplicar no futuro, gerando desemprego e um impacto negativo a nível nacional. "O PIB do concelho anda à volta de 2100 milhões de euros por ano. Sempre que uma atividade económica pára, é um dia em que não se cria riqueza. Um dia parado em Leiria são 5,6 milhões de euros." 4045 postes por reparar Na primeira semana, 100% da atividade económica esteve parada, na segunda 50%, e na terceira semana o autarca apontou para 25%. "A tendência, nos próximos tempos, é que estes 25% ou se mantenham ou que retomem lentamente. Vai depender dos apoios às empresas", sublinhou.
Foram afetados, ainda, 94 mil clientes da E-Redes e, ontem, ainda havia 4045 postes por intervencionar. "É a reparação mais longa de sempre em Portugal", garantiu. Além de 335,5 milhões de euros de prejuízos no período de calamidade, estima que, no futuro, se somem mais 792,8 milhões de euros num "cenário conservador". Após a conclusão da fase "humanitária, de emergência e operacional", que aponta para um total de quatro meses, segue-se a fase de "recuperação e resiliência", de maio até dezembro, e a fase de "modernização estruturante", entre janeiro de 2027 e o final do mandato. Para tal, o autarca quer contar com o apoio do primeiro-ministro, ao qual pediu soluções para encontrar empresas que assegurem a execução das obras, e do presidente da República. "Não vamos levantar o pé, enquanto não conseguirmos colocar Leiria no sítio que merece".
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Empresas
Tempestade Kristin encerra empresas e gera desemprego em Leiria
A estimativa dos prejuízos causados às empresas ascendem a 200 milhões de euros.
Jornal de Notícias
20/02/2026
Imprensa Nacional