Dotada de uma ampla população jovem, vastos recursos minerais e um assinalável potencial hidroelétrico, a República dos Camarões é um dos Estados da África Subsariana menos dependentes da ajuda externa e a maior economia da Comunidade Económica e Monetária da África Central, região da qual é um dos países mais estáveis, apresentando, porém, carências estruturais.
Após intensificar-se em 2024 (3,7%), prevê-se que o crescimento do PIB real em 2025 se mantenha nos mesmos valores (3,7%), graças ao incremento da produção e das exportações de gás natural, aos maiores preços do petróleo e ao contributo positivo dos setores agroalimentar e da construção, bem como de projetos mineiros de ferro, podendo o país tornar-se um exportador líquido de ferro (recurso na base dos projetos Bipindi-Grand Zambi e Mbalam-Nabeba).
A produção de gás natural liquefeito (GNL) deverá crescer 23% em 2025, graças ao aumento da extração a partir da plataforma Sanaga 2 e à expansão da unidade flutuante de liquefação Hilli Episeyo. Em contraste, prevê-se que a produção de petróleo diminua devido ao envelhecimento dos campos e à insegurança nas regiões anglófonas, o que tem atrasado o desenvolvimento de novos campos. A agricultura também deverá contribuir para o crescimento, com a produção de cacau, café e algodão a aumentar a partir de 2025.