O setor das Life Sciences é uma componente estratégica da economia italiana, destacando-se pela robustez industrial, pela capacidade científica e pela vocação exportadora. Neste setor, salientam-se os segmentos farmacêutico, biotecnológico (Biotech), da tecnologia médica (MedTech) e, cada vez mais, da saúde digital.
As start-ups de Life Sciences representam cerca de 10% do total em Itália, percentagem que se encontra em linha com o peso que as empresas do setor têm no PIB italiano. Contabilizam-se 753 start-ups de ciências da vida em Itália, sobretudo nas áreas de saúde digital, tecnologia médica e cuidados de saúde.
Itália regista, segundo dados referentes a 2023, mais de 800 empresas de biotecnologia, muitas das quais se encontram focadas em oncologia, doenças raras e imunoterapia. O segmento biotecnológico italiano é um dos pilares mais dinâmicos das ciências da vida no país, combinando investigação de ponta com aplicações terapêuticas e industriais. Em Itália, a Biotech distingue-se sobretudo nas áreas terapêuticas, com empresas especializadas em medicamentos biológicos, terapias genéticas e celulares, e em diagnósticos inovadores.
O país conta com 4 888 empresas ativas de biotecnologia, entre micro, pequenas, médias e grandes empresas, e mais de 80 000 trabalhadores no segmento, mais de metade dos quais corresponde a funcionários nas regiões de Lombardia, Veneto e Emilia-Romagna.
A indústria farmacêutica italiana é uma das mais robustas da Europa, salientando-se tanto pela produção como pela exportação. O segmento conta com grupos multinacionais de origem italiana, tais como Menarini, Chiesi e Recordati, conjuntamente com filiais das maiores farmacêuticas globais.
Itália é o maior produtor farmacêutico da União Europeia, com um valor de produção de 48,9 mil milhões de euros em 2022, superando a Alemanha, e exportações anuais superiores a 30 mil milhões de euros.