O Senegal possui um dos mercados mundiais de e‑commerce com menor dimensão, sendo este recente e condicionado por problemas infraestruturais, fraca regulação, quadro jurídico e aduaneiro complexo, baixa confiança entre comprador e vendedor, presença relevante do setor informal no B2C (ICEX, 2019) e limitações ao nível das opções de pagamento digital internacionais. Num universo de 133 países, ocupa a 92.ª posição no Global Innovation Index 2024 e, a nível regional, o 5.º lugar. Todavia, existem razões que poderão conduzir as empresas portuguesas a exportar para o Senegal via e‑commerce:
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Uma das prioridades do país é o investimento em inclusão financeira (para a qual contribui a introdução de Visa e MasterCard) e inovação tecnológica, com menores custos de acesso à internet.
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O Plano Digital Senegal 2016‑2025 visa atualizar o quadro jurídico do setor e promover a criação de websites de produtos locais e o pagamento digital.
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Internet de banda larga presente, mormente, nas grandes cidades.
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Impulso dado pela pandemia COVID‑19 à transição digital.
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Um local com potencial ao nível do e‑commerce é a capital, Dakar.
O e‑commerce inclui a venda direta ao consumidor (B2C) e transações entre empresas (B2B). Este último regista um forte crescimento (representando uma parte considerável do e‑commerce a nível global), o que se observa, em particular, no Senegal, em domínios como os serviços de cibersegurança e digitalização. Porém, a análise efetuada recai apenas na vertente B2C, dada a sua maior relevância junto do consumidor final.