As perspetivas de crescimento estão condicionadas pelo aumento do preço do petróleo, a elevada incerteza, o agravamento das condições financeiras e o arrefecimento da procura externa. Existem também fatores que suportam a atividade, especialmente em 2026: o mercado de trabalho continua robusto, os fundos europeus dinamizam o investimento e a orientação orçamental mantém-se expansionista. A desaceleração da atividade em 2027 reflete o fim do PRR e o consequente abrandamento do investimento. No médio prazo, o crescimento da produtividade deve compensar um menor dinamismo demográfico.
Até à data, o choque energético provocado pela guerra no Irão tem sido mais contido do que em 2022 e é assumido como temporário. A economia portuguesa tem melhores condições para enfrentar estes embates: reduziu a dependência energética face ao exterior, reforçou o peso das renováveis e apresenta um endividamento mais baixo.
No horizonte da projeção, o crescimento médio do PIB deve ficar ligeiramente abaixo da média observada em 2020-25, refletindo o comportamento das exportações. A procura interna continua a ser o principal motor da economia.