Após a entrada de Portugal na União Europeia, o investimento alemão, e também francês, juntamente com os fundos europeus, permitiram desenvolver setores como o automóvel e aumentar as exportações. Fernando Alexandre, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, sublinha que hoje há novos desafios que passam pela crise climática e por alinhar o desenvolvimento nacional com a estratégia de reindustrialização europeia.
Passados 50 anos do 25 de Abril, os desafios que a economia portuguesa enfrenta são muito diferentes. Depois da pandemia da Covid-19, os conceitos de autonomia estratégica ou soberania tecnológica tornaram-se centrais na definição das políticas da União Europeia, considera Fernando Alexandre, professor da Universidade do Minho, onde foi Pró-Reitor e presidente da Escola de Economia e Gestão. “Será essencial garantir um alinhamento da estratégia de reindustrialização europeia com a estratégia de desenvolvimento nacional para que os objetivos das novas formas de política industrial sejam alcançados.”
A crise climática, a sustentabilidade ou o envelhecimento da população são também temas que se tornaram centrais em qualquer debate sobre a evolução da economia e o desenvolvimento económico. Questões que, aliás, deverão alterar a estrutura da economia portuguesa, como conclui o estudo “Do Made In ao Created In”, coordenado por Fernando Alexandre e publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Nota: A entrevista foi realizada antes da nomeação de Fernando Alexandre como ministro da Educação, Ciência e Inovação