Associação defende capacitação exportadora, reforço da base industrial e aposta no Brasil para transformar abertura de mercados em crescimento económico efetivo. A AIP – Associação Industrial Portuguesa saúda a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, formalizada em Assunção, Paraguai, considerando tratar-se de um passo relevante para a afirmação externa da Europa e para a criação de novas oportunidades de crescimento para as empresas portuguesas. Em comunicado, a associação sublinha que o acordo deve ser entendido como um instrumento económico com impacto direto na competitividade, na redução de barreiras ao comércio e no aumento da previsibilidade das relações internacionais, num contexto marcado por elevada incerteza global e pelo recrudescimento de tendências protecionistas. A AIP entende que, num cenário de crescente intensificação do comércio intra-blocos regionais e de reforço de medidas de proteção comercial, o acordo UE–Mercosul pode representar para a Europa um sinal de renovação estratégica, funcionando como uma nova “aragem” após um período prolongado de marasmo e de perda gradual de importância económica relativa no sistema global. Nesse sentido, defende que a União Europeia deve encarar este instrumento não apenas como um acordo comercial, mas como uma alavanca de reposicionamento económico e industrial. Segundo a associação, o acordo abre um novo ciclo de oportunidades para a indústria portuguesa, desde que exista capacidade de resposta ao nível do investimento, da escala e da execução. “A abertura de mercados, por si só, não garante resultados — é necessário preparar as empresas para competir”, alerta. A AIP destaca que o acordo deve ser visto como uma janela estratégica para ampliar a presença portuguesa em cadeias industriais transatlânticas, reforçar a exportação de bens com maior intensidade tecnológica e atrair investimento produtivo, promovendo parcerias empresariais. O mercado do Mercosul reúne economias com elevado potencial, onde empresas portuguesas podem reforçar posições em áreas como a metalomecânica, materiais de construção, componentes industriais, equipamentos, agroindústria, tecnologias de informação, energias limpas e serviços associados à indústria. É ainda salientado o fator diferenciador de Portugal no quadro europeu, resultante da proximidade cultural e linguística com o Brasil, a maior economia do Mercosul e principal mercado da região. Para a AIP, esta ligação cria condições particularmente favoráveis à afirmação das empresas portuguesas, devendo ser tratada como uma prioridade de política económica. A associação sublinha, contudo, que o aproveitamento efetivo do novo quadro comercial depende de uma resposta articulada entre empresas e políticas públicas. Entre as medidas consideradas essenciais estão o reforço dos instrumentos de financiamento à internacionalização e ao investimento produtivo, a capacitação em certificações e normas técnicas, a promoção de missões empresariais e plataformas de parceria e o apoio às PME industriais na gestão de risco, logística e presença local. A concluir, a AIP reafirma que a estratégia comercial europeia deve caminhar em paralelo com uma estratégia industrial robusta, defendendo que a abertura de mercados só será plenamente virtuosa se for acompanhada pelo reforço da base industrial europeia e pela valorização do tecido produtivo nacional. Associação defende capacitação exportadora, reforço da base industrial e aposta no Brasil para transformar abertura de mercados em crescimento económico efetivo. A AIP – Associação Industrial Portuguesa saúda a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, formalizada em Assunção, Paraguai, considerando tratar-se de um passo relevante para a afirmação externa da Europa e para a criação de novas oportunidades de crescimento para as empresas portuguesas. Em comunicado, a associação sublinha que o acordo deve ser entendido como um instrumento económico com impacto direto na competitividade, na redução de barreiras ao comércio e no aumento da previsibilidade das relações internacionais, num contexto marcado por elevada incerteza global e pelo recrudescimento de tendências protecionistas. A AIP entende que, num cenário de crescente intensificação do comércio intra-blocos regionais e de reforço de medidas de proteção comercial, o acordo UE–Mercosul pode representar para a Europa um sinal de renovação estratégica, funcionando como uma nova “aragem” após um período prolongado de marasmo e de perda gradual de importância económica relativa no sistema global. Nesse sentido, defende que a União Europeia deve encarar este instrumento não apenas como um acordo comercial, mas como uma alavanca de reposicionamento económico e industrial. Segundo a associação, o acordo abre um novo ciclo de oportunidades para a indústria portuguesa, desde que exista capacidade de resposta ao nível do investimento, da escala e da execução. “A abertura de mercados, por si só, não garante resultados — é necessário preparar as empresas para competir”, alerta. A AIP destaca que o acordo deve ser visto como uma janela estratégica para ampliar a presença portuguesa em cadeias industriais transatlânticas, reforçar a exportação de bens com maior intensidade tecnológica e atrair investimento produtivo, promovendo parcerias empresariais. O mercado do Mercosul reúne economias com elevado potencial, onde empresas portuguesas podem reforçar posições em áreas como a metalomecânica, materiais de construção, componentes industriais, equipamentos, agroindústria, tecnologias de informação, energias limpas e serviços associados à indústria. É ainda salientado o fator diferenciador de Portugal no quadro europeu, resultante da proximidade cultural e linguística com o Brasil, a maior economia do Mercosul e principal mercado da região. Para a AIP, esta ligação cria condições particularmente favoráveis à afirmação das empresas portuguesas, devendo ser tratada como uma prioridade de política económica. A associação sublinha, contudo, que o aproveitamento efetivo do novo quadro comercial depende de uma resposta articulada entre empresas e políticas públicas. Entre as medidas consideradas essenciais estão o reforço dos instrumentos de financiamento à internacionalização e ao investimento produtivo, a capacitação em certificações e normas técnicas, a promoção de missões empresariais e plataformas de parceria e o apoio às PME industriais na gestão de risco, logística e presença local. A concluir, a AIP reafirma que a estratégia comercial europeia deve caminhar em paralelo com uma estratégia industrial robusta, defendendo que a abertura de mercados só será plenamente virtuosa se for acompanhada pelo reforço da base industrial europeia e pela valorização do tecido produtivo nacional.
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Investimento
UE–Mercosul uma oportunidade para a indústria portuguesa
AIP destaca acordo UE–Mercosul como oportunidade estratégica para a indústria portuguesa.
Rádio Renascença Online
19/01/2026
Imprensa Nacional