A AICEP inicia 2026 com um posicionamento e compromisso reforçados enquanto pilar estratégico da captação de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) e do apoio à internacionalização das empresas portuguesas. No Encontro Anual de Delegados da Rede Externa da AICEP, que decorreu em Lisboa, a 5 de janeiro, a Presidente do Conselho de Administração da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, apresentou as principais linhas de atuação para 2026.
“Este ano marca um novo ciclo”, sublinhou a presidente da AICEP. “A nossa missão é internacionalização e investimento, mas a forma como desenvolvemos esse trabalho está a mudar”, adiantou, ao referir que a AICEP aposta num modelo de atuação mais focado, seletivo e exigente, respondendo a um contexto internacional mais incerto e competitivo.
Neste novo ciclo, a AICEP privilegia uma maior concentração em mercados e setores estratégicos, reforçando a coerência entre internacionalização e investimento e promovendo o crescimento em valor das exportações nacionais. Um dos principais objetivos é apoiar as empresas a diversificar mercados e trabalhar em conjunto com as associações, adiantou Madalena Oliveira e Silva.
Paralelamente, a captação de IDE assume um papel central enquanto instrumento de qualificação do tecido empresarial e de reforço da base exportadora. “Queremos também captar investimento para reforçar a base exportadora. O objetivo da captação de IDE converge com o do aumento das exportações”, referiu a Presidente.
A AICEP definiu três grandes linhas de ação para 2026, adiantou a presidente da Agência: constituir um pipeline de investimento mais “qualificado, focado em projetos com maior valor acrescentado, capacidade exportadora e impacto estrutural na economia”; reforçar a articulação entre investimento e internacionalização para que haja “efeitos multiplicadores nas exportações”; e assumir o “after care como uma prioridade estratégica”, para que haja um acompanhamento de forma mais sistemática das empresas já instaladas em Portugal.
“Este é basicamente o plano para 2026”, concluiu Madalena Oliveira e Silva. “Creio que esta metodologia de trabalho vai trazer frutos. Há imensos desafios geopolíticos e incertezas, mas o nosso trabalho e dedicação fazem a diferença e é com isso que temos de contar”.
A AICEP procura posicionar Portugal nas cadeias de valor internacionais e apoiar as empresas portuguesas a competir melhor nos mercados globais. Em suma, concluiu a Presidente: “Queremos acelerar a internacionalização da economia, com crescimento em valor e captar investimento estratégico, alinhado com as vantagens competitivas de Portugal”.
“AICEP dá corpo a um serviço reconhecidamente importante”
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou que a AICEP está entre os serviços públicos portugueses mais prestigiados, no encontro de delegados da Agência. “Há alguns serviços de referência e a AICEP dá corpo a um serviço que é reconhecidamente importante”, disse Castro Almeida.
O Ministro sublinhou que assistimos atualmente a mudanças tecnológicas acentuadas, com alterações muito exigentes, mas considerou que Portugal tem condições para dar resposta a esse desafio. “Portugal não é um país pequeno, nem um país periférico. Estamos na primeira metade dos países europeus, tanto em dimensão como em população”.
O Governo definiu como prioridade o crescimento económico, lembrou Castro Almeida e sublinhou que, para concretizar esse objetivo, “é preciso combater a burocracia e baixar os impostos”.
A inovação é fundamental para alcançar um crescimento económico sustentado, considerou o governante, que deu como exemplo de medidas adotadas para esta área o instrumento Financeiro para a Inovação e a Competitividade (IFIC), criado para impulsionar essa inovação. “A nossa preocupação é estar do lado das empresas, ajudá-las a investir, e esse é o trabalho da AICEP”.
Castro Almeida lembrou que “Portugal tem uma presença no mundo mais forte e robusta do que aquela que, no país, se pensa que tem” e justificou essa afirmação com diversos fatores positivos que têm fortalecido a imagem nacional: “As contas certas, a dívida a descer, a estabilidade económica e o crescimento um ponto acima da média europeia”.
O Encontro de Delegados da AICEP incluiu breves apresentações dos diretores da AICEP em vários mercados, nomeadamente Marrocos, Argélia, Singapura, Índia, Emirados Árabes Unidos, China (Xangai, Pequim e Macau), Arábia Saudita, Estados Unidos da América (São Francisco e Chicago), Canadá, Turquia, Suíça, Suécia, Reino Unido, Polónia, Países Baixos, Irlanda, Itália, Hungria, França, Espanha, Dinamarca, Bélgica e Alemanha. Os delegados da Rede Externa da AICEP reuniram neste encontro 251 pessoas em representação de 166 empresas e 24 associações.