Membro da Zona de Comércio Livre Continental Africana e do Mercado Comum da África Oriental e Austral, o Quénia possui a quarta maior economia e uma das mais diversificadas da África Subsariana.
Trata-se de uma economia aberta, baseada sobretudo nos serviços e na agricultura, que se estima terem representado, em 2024, 60,9% e 18,8% do PIB, respetivamente, segundo a EIU. A agricultura representa cerca de 65% das exportações (com destaque para o café e o chá) e é o maior setor empregador do país, absorvendo cerca de 40% da população (ITA, 2024).
Dotado de uma classe média emergente, o Quénia é considerado um dos quatro principais destinos africanos para investimento de impacto e o país mais desenvolvido, em termos industriais, da África Oriental. Destaca-se ainda o porto de Mombaça como o segundo maior porto africano.
Hub financeiro, logístico, tecnológico e comercial da África Oriental, o Quénia é um importador líquido de trigo, combustíveis e fertilizantes, com os setores imobiliário e da construção em crescimento. A sua estratégia centra-se no programa de desenvolvimento Kenya Vision 2030, cujos projetos abrangem diversos setores, nomeadamente infraestruturas, energia, logística, modernização do setor público e financeiro, educação e TIC.
O país evidencia carências infraestruturais, mas tem registado um assinalável fluxo de investimento direto estrangeiro (IDE). Adicionalmente, a intervenção do FMI deverá contribuir para atenuar o risco de endividamento.