Considerado o país árabe mais populoso (terceiro a nível africano) e dotado de uma economia ampla e diversificada (segunda maior de África, segundo a CIA), o Egito possui, contudo, um PIB per capita relativamente baixo [3 147 USD (EIU, estimativas de 2023)]. Destacam-se os seus setores mineiro (nomeadamente fosfatos), turístico, agrícola, têxtil/moda e da indústria transformadora, a qual representa cerca de 15% do PIB.
Com uma vasta e jovem mão de obra a preços competitivos e uma população elevada e em expansão, trata-se do principal mercado retalhista de África e do Médio Oriente, bem como do maior produtor africano de petróleo fora da OPEP (ITA, 2022), integrando igualmente o grupo dos BRICS.
O país dispõe de abundantes recursos naturais, nomeadamente petróleo e gás natural, e possui a maior capacidade de refinação em África. É ainda de relevar o Canal do Suez, principal eixo de passagem dos fluxos comerciais entre a Europa, a bacia mediterrânica e o sudoeste asiático, cuja elevada receita se afigura crucial para o desenvolvimento económico.
De salientar também a importância da exploração de gás natural no campo de Zohr, a maior jazida do Mediterrâneo, que representa cerca de um terço da produção total e consolidou o Egito como um exportador relevante a nível mundial. As remessas dos emigrantes constituem igualmente uma importante fonte de divisas e riqueza.