AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

CONTEÚDO

Sobre Portugal

 

Dados gerais

 

Com quase novecentos anos de história, Portugal é um dos países mais antigos do mundo. Geograficamente situado na costa Oeste da Europa, na Península Ibérica, faz fronteira a Norte e a Leste com a Espanha, a Ocidente e a Sul com o Oceano Atlântico.  Abrange ainda as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, dois arquipélagos localizados no Oceano Atlântico.

 

Dados relativos a 2020 indicam que Portugal tem uma população aproximada de 10,3 milhões de habitantes, sendo que cerca de 47% é considerada população ativa. A língua portuguesa é falada por mais de 220 milhões de pessoas, espalhadas por quase todos os continentes.

 

Estado de direito democrático, baseado no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes. Os órgãos de soberania são o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais. O sistema judicial é constituído por várias categorias ou ordens de tribunais, independentes entre si, com estrutura e regime próprios.

 

O atual Presidente da República, reeleito em janeiro de 2021, é Marcelo Rebelo de Sousa.

 

O poder legislativo é da competência da Assembleia da República, composta por 230 deputados eleitos por sufrágio universal direto por um mandato de quatro anos. O atual Primeiro-Ministro é António Costa, reeleito em outubro de 2019.

 

Área

92 212 km2

População (milhares)

10 292 (2020)

População ativa (milhares)

4 814 (2020)

Densidade demográfica (hab./km2)              

111,6 (2020)

Designação oficial

República Portuguesa

Capital

Lisboa (2,85 milhões hab. área metropolitana)

 

Capitais de Distrito

 

Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Funchal (na Madeira), Guarda, Leiria, Ponta Delgada (nos Açores), Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu

 

Religião predominante

 

Católica Romana

Língua

Português

 

 

 

Moeda

Euro

1 EUR = 200,482 PTE (paridade fixa desde 1/01/99)

 

1 EUR = 1,1422 USD (taxa média 2020)

1 EUR = 1,2098 USD (taxa média fevereiro 2021)

 

Fontes:   INE - Instituto Nacional de Estatística; Banco de Portugal

 

Infraestruturas rodoviárias: A rede rodoviária nacional abrange cerca de 17 874 km, dos quais 3 087 km com tipologia de Autoestrada, mais de 17% do total da rede viária.

 

Rede ferroviária: Cerca de 2 562 km.

 

Rede aeroportuária: Abrange 10 aeroportos. O tráfego de passageiros alcançou 18 milhões em 2020 (-69,6% face ao ano anterior).

 

Ligações marítimas: Nove portos principais: Viana do Castelo, Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines; Faro e Portimão.

 

Atratividade do país

 

• Situado numa posição geoestratégica entre a Europa, a América e a África.

 

• 21ª posição (entre 141 países) em termos de Quality of overall infrastructure, de acordo com o Global Competitiveness Report 2019 do World Economic Forum (WEF).

 

• 39º lugar do ranking (entre 190 economias) Ease of doing business do relatório Doing Business 2020, do Banco Mundial. Ocupa a 34ª posição do ranking (entre 141 países) “Global Competitiveness Index 2019” do WEF.

 

• Rede de infraestruturas de telecomunicações tecnologicamente avançada. A rede de fibra ótica de última geração abrange a maior parte do território. A proporção de ligações de fibra ótica no total da banda larga era de 38,6% no final de 2019, superior à média da OCDE (31,8%), colocando Portugal no 14º lugar na OCDE e na UE.

 

• Estabilidade social, custos e nível de competências laborais, infraestruturas de telecomunicações, potencial de aumento da produtividade, infraestruturas de transporte e logística.

 

• Relevância do sector do turismo, que beneficia da posição geográfica de Portugal, usufruindo de um clima mediterrânico. Segundo a Organização Mundial de Turismo (UNWTO World Tourism Barometer- December 2020), em 2019 Portugal foi o 20º mercado mundial (e 6º da UE) em termos de receitas de turismo e o 15º mercado recetor de turistas, tendo sido registadas 24,6 milhões de chegadas.

 

Economia

 

Caracterizada por um elevado peso do setor dos serviços, que correspondeu a 75,8% do VAB e empregou 69,9% da população ativa em 2020. A agricultura, silvicultura e pescas representaram apenas 2,3% do VAB e 5,4% do emprego, enquanto a indústria, a construção, a energia e a água corresponderam a 22% do VAB e 24,8% do emprego.

 

Na última década, para além de uma maior incidência e diversificação dos serviços na atividade económica, registou-se também uma alteração significativa no padrão de especialização da indústria transformadora em Portugal, saindo da dependência de atividades industriais tradicionais para uma situação em que novos setores, de maior incorporação tecnológica, ganharam peso e uma dinâmica de crescimento, destacando-se o setor automóvel e componentes, a eletrónica, a energia, o setor farmacêutico e as industrias relacionadas com as novas tecnologias de informação e de comunicação.

 

Distribuição do VAB 2020

 

Agricultura, silvicultura e pescas

 

 

2,3%

Indústria, construção, energia e água

22.0%

Serviços

75,8%

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística Nota: VAB - Valor acrescentado bruto

 

Distribuição do Emprego – 2020

 

Agricultura, silvicultura e pescas

 

 

5,4%

Indústria, construção, energia e água

24,8%

Serviços

69,9%

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística

 

Situação económica e perspetivas

 

Indicadores Económicos

 

 

 

2017

2018

2019

2020

PIB

Mil Milhões EUR

195,9

205.2

213,9

202,7

 

t.v. volume

3,5

2,8

2,2

-7,6

 

Mil Milhões USD

221,3

241,4

237,7

221,7

Per capita (PPS)

UE27=100

77,2

77,6

78,6

77,0

Consumo Privado

Mil Milhões EUR

126,5

131,9

136,6

129,8

 

t.v. volume

2,1

2,6

2,6

-5,9

Consumo Público

Mil Milhões EUR

33,7

34,8

36,0

38,2

Consumo Público

t.v. volume

0,2

0,6

0,7

0,5

Investimento (FBCF)

Mil Milhões EUR

32,9

36,0

38,8

38,5

 

% do PIB

16,8

17,5

18,2

19,0

 

t.v. volume

11,5

6,2

5,4

-2,2

FBCF excluindo construção

% do PIB

8,5

8,8

8,8

8,4

 

t.v. volume

10,8

7,6

3,7

-8,7

População

Mil habitantes

10 285

10 264

10 263

10 292

Emprego

Mil indivíduos

4 757

4 867

4 913

4 814

Desemprego

Mil indivíduos

463

366

340

351

Taxa de atividade

%

população >15 anos

 

59,0

 

59,1

 

59,3

 

58,0

Taxa desemprego

% pop. ativa

8,9

7,0

6,5

6,8

Saldo Orçamental do Setor Público

% do PIB

 

-3,0

-0,3

0,1

-7,3(P)

Dívida Pública

% do PIB

126,1

121,5

117,2

135,1(P)

Saldo da Balança Corrente

Mil milhões EUR

2,5

1,1

-0,7

-2,4

Saldo da Balança Corrente

% do PIB

1,3

0,6

-0,3

-1,2

IHPC Portugal

t.v.anual

1,6

1,2

0,3

-0,1

IHPC Zona Euro

t.v.anual

1,5

1,8

1,2

0,3

 
Fontes: INE Instituto Nacional de Estatística, Banco de Portugal, Comissão Europeia e Eurostat P Projeções

 

Em abril de 2017, o Governo português apresentou o Programa Nacional de Reformas (PNR) e o Programa de Estabilidade (PE) para o período 2017-2021, assente em seis pilares: qualificação; promoção da inovação na economia; valorização do território; modernização do estado; capitalização das empresas; e coesão e igualdade social. No entanto, o surto de COVID-19 veio interromper a sua execução aprovando posteriormente, em 7 de maio, o Programa de Estabilidade e Programa Nacional de Reformas 2020, que define como prioridades: prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas e garantir que as cadeias de abastecimento fundamentais de bens e serviços essenciais continuam a ser asseguradas. Este choque, imprevisto, simétrico e extraordinário, tem um impacto muito significativo na economia, no mercado de trabalho e, consequentemente, nas contas públicas.

 

De acordo com o Banco de Portugal (BP), em 2020 a economia portuguesa registou uma contração do PIB de 7,6%, em termos reais, face ao ano anterior, refletindo os efeitos negativos da pandemia covid-19 na atividade económica, sobretudo no que respeita ao forte contributo negativo do consumo, do turismo e das exportações e importações de bens e serviços.

 

Perspetivas económicas

 

 

2021

2022

FMI

out20

OCDE

dez20

CE

nov20

BP

dez20

MF(PE)

out20

FMI

out20

OCDE

dez20

CE

nov20

BP

dez20

MF(PE)

abr19

PIB (Taxa de crescimento real, %)

6,5

1,7

4,1

3,9

5,4

4,8

1,9

3,5

4,5

2,0

Consumo Privado

n.d.

1,1

4,9

3,9

3,9

n.d.

2,8

3,5

3,3

1,9

Consumo Público

n.d.

3,5

1,6

4,9

2,4

n.d.

0,7

0,8

0,4

0,5

Formação Bruta de Capital Fixo

n.d.

0,1

6,3

4,4

5,3

n.d.

2,5

5,2

5,2

4,5

Exportações Bens e Serviços

13,3

3,6

9,7

9,2

10,9

13,8

5,8

5,4

12,9

3,9

Importações Bens e Serviços

14,3

2,5

7,5

8,8

7,2

13,2

6,9

5,0

9,1

3,9

Balança Corrente (a)

-3,5

-0,6

-0,5

0,5

0,1

-3,4

-0,7

-0,5

2,3

0,6

Procura Interna

n.d.

n.d.

4,6

2,6

2,2

n.d.

n.d.

3,3

1,5

2,2

do          qual:

Variação                 de Existências

n.d.

n.d.

1,0

n.d.

n.d.

n.d.

n.d.

0,0

n.d.

n.d.

Taxa          de

Desemprego (% da pop. ativa)

7,7

9,5

7,7

8,8

8,2

6,9

8,2

6,6

8,1

5,6

IHPC (b)

1,1

-0,2

0,9

0,3

0,7

1,2

0,3

1,2

0,9

1,4

Dívida Pública

130,0

139,7

130,3

n.d.

130,9

124,1

138,8

127,2

n.d.

n.d.

Saldo            Sector Público

-2,7

-6,3

-4,5

n.d.

-4,3

-1,6

-4,9

-3,0

n.d.

0,7

 

Fonte: GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos (Ministério da Economia e Transição Digital) x(a) Balança corrente e de capital, no caso do Banco de Portugal

(b)  Índice de Preços no Consumidor, no caso do Ministério das Finanças

 

Siglas:

FMI Fundo Monetário Internacional

OCDE Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico CE Comissão Europeia

BP Banco de Portugal

MF Ministério das Finanças OE- Orçamento de Estado

PE – Plano de Estabilidade e Crescimento

 

As últimas projeções do BP1 apontam para um crescimento do PIB de 3,9% em 2021 e de 4,5% em 2022, enquanto a Comissão Europeia perspetiva crescimentos de 4,1% e 4,3%, respetivamente.

 

Esta projeção pressupõe que as medidas de contenção serão mantidas ou restauradas até ao fim do primeiro trimestre de 2021 e aliviadas posteriormente, de forma gradual e que a atividade retoma o nível pré-pandemia no final de 2022 e a sua recuperação traduzir-se-á numa melhoria no mercado de trabalho, perspetivando-se um aumento do emprego e uma redução da taxa de desemprego a partir de meados de 2021.

Para 2021, prevê-se um crescimento real de 4,9% do consumo público. Esta aceleração reflete o retorno dos serviços públicos ao funcionamento habitual. O consumo privado, com uma queda de 5,9% em 2020, deverá observar crescimentos de 3,9%, 3,3% e 1,9% no período 2021-23 e, no final de 2022, deverá aproximar-se do nível observado antes da crise pandémica.

 

Para o período 2021-23, antecipa-se uma recuperação gradual do emprego e um aumento da produtividade A lenta recuperação do emprego decorre da evolução perspetivada para os setores mais expostos aos contatos pessoais, ligados ao alojamento, restauração, viagens e serviços recreativos. Neste quadro, o emprego deverá retomar o nível pré-pandemia apenas no final de 2023. Num ambiente de alguma incerteza, e com a taxa de desemprego acima do nível pré-pandemia, a taxa de poupança permanecerá acima do observado em 2019, embora com uma tendência decrescente.

 

Após uma queda significativa em 2020, o investimento deverá recuperar mais rapidamente do que em ciclos anteriores, embora seja esperado que em 2022 permaneça aquém dos níveis registados em 2019. A formação bruta de capital fixo (FBCF) caiu 8,4% em 2020, refletindo a queda acentuada da componente empresarial, e deverá crescer 4,4% em 2021 e 5,2% em 2022.

 

Segundo o BP, em 2020 as exportações de bens e serviços contraíram 20,4% (-10,2% no caso das exportações de bens), seguidas por crescimentos de 9,2% em 2021 e de 12,9% em 2022, mas os níveis pré-crise só deverão ser atingidos em 2023. A queda nas exportações reflete, sobretudo, uma descida muito acentuada das exportações de serviços associados ao turismo (-57,6%). As importações de bens e serviços apresentam uma trajetória similar à das exportações (-15,1% em 2020 e crescimentos de 8,8% e 9,1% em 2021 e 2022, respetivamente).

 

A capacidade de financiamento da economia, medida pelo saldo conjunto da balança corrente e de capital, registou 0,1% do PIB em 2020, e deverá manter-se positiva nos anos seguintes (0,5% e 2,3% em 2021 e 2022, respetivamente). Em 2020, a balança de bens e serviços registou um défice de -1,8%, o que acontece pela primeira vez desde 2011, refletindo uma redução do excedente da balança de serviços, associada sobretudo à queda das exportações de turismo.

 

Os preços fixaram-se em -0,1% 2020, resultante de uma diminuição dos preços dos bens energéticos e de um crescimento contido nos restantes bens e serviços. Nos dois anos seguintes, a inflação, medida pelo índice harmonizado de preços no consumidor, deverá permanecer baixa, subindo para 0,3% em 2021 e 0,9% em 2022.

 

1 Boletim Económico do Banco de Portugal (dezembro de 2020)

 

Comércio internacional

 

De acordo com o BP, entre 2016 e 2020, as exportações e importações de bens e serviços registaram taxas de crescimento médias anuais de 0,4 e 2,5%, respetivamente. Em 2020, as exportações de bens e serviços registaram uma quebra de 20,4%, face a 2019, e as importações reduziram 15,1%, tendo a taxa de cobertura alcançado 95,4%. O saldo da balança comercial de bens e serviços, positivo entre 2015 e 2019, registou um défice de 3,6 mil milhões de Euros em 2020.

 

Em 2020, e de acordo com os dados do INE, no que respeita às exportações e importações apenas de bens, verificaram-se, em termos homólogos, decréscimos de 10,2% e 15,2%, respetivamente. O saldo da balança comercial de mercadorias continuou deficitário, correspondendo a uma taxa de cobertura de 79,3%.

 

Os veículos e outro material de transporte constituíram o grupo de produtos mais exportado em 2020 (14,8% do total), seguido pelas máquinas e aparelhos (14,7%), os metais comuns (7,6%), os produtos agrícolas (7,2%) e os plásticos e borracha (7,1%) Estes cinco principais grupos de produtos representaram 51,4% do total exportado por Portugal nesse período (51,3% no período homólogo de 2019).

 

Como principal destino das exportações de bens permanece a UE, com 71,4% do total de 2020, (70,7% no período homólogo de 2019), seguida da Europa extracomunitária (9,2%), da América (8,2%), da África, excluindo os PALOP (5,8%) e da Ásia (4,6%). Os cinco principais clientes de Portugal – Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e EUA - concentraram 61,4% do total exportado em 2020 (60,8% em 2019).

 

Em relação às importações de bens, as máquinas e aparelhos, os produtos químicos, os veículos e outro material de transporte, os produtos agrícolas e os combustíveis lideram o ranking das compras efetuadas por Portugal ao exterior em 2020, representando 63,4% do total (61,5% no período homólogo de 2019). Como principal origem das importações de bens permanece a UE com 74,6% do total de 2020, (73,8% no período homólogo de 2019), seguida da Ásia (9,9%), da Europa extracomunitária (5,6%), da América (5,4%), da África, excluindo os PALOP (4,3%) e PALOP (1,1%). A Espanha, a Alemanha, a França, os Países Baixos e a Itália permaneceram os cinco principais fornecedores, que concentraram 63,9% das importações efetuadas em 2020 (63,7% em 2019).

 

Balança Comercial de Bens e Serviços de Portugal

 

 

2016

2017

2018

2019

2020

Var % 20/16a

Var % 20/19b

Exportações

75,685

84,151

89,619

93,615

74,551

0,4

-20,4

Importações

72,510

81,280

87,770

92,056

78,134

2,5

-15,1

Saldo

3,175

2,871

1,849

1,559

-3,583

--

--

Coef. Cob. %

104,4

103,5

102,1

101,7

95,4

--

--

Fonte: Banco de Portugal

Unidade: Milhões de euros

Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2016-2020; (b) Taxa de variação homóloga 2019- 2020

Devido a diferenças metodológicas de apuramento, o valor referente a "Bens e Serviços" não corresponde à soma

["Bens" (INE) + "Serviços" (Banco de Portugal)]. Componente de Bens com base em dados INE, ajustados para valores f.o.b.

 

Balança Comercial de Bens de Portugal

 

 

 

2016

 

2017

 

2018

 

2019

 

2020

Var % 20/16a

Var % 20/19b

Exportações

50,039

55,018

57,850

59,903

53,772

2,1

-10,2

Importações

61,424

69,689

75,439

79,977

67,823

3,1

-15,2

Saldo

-11,385

-14,671

-17,589

-20,074

-14,051

--

--

Coef. Cob. %

81,5

78,9

76,7

74,9

79,3

--

--

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística

 

 

 

Unidade: Milhões de euros

 

 

 

Notas:

 

 

 

(a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2016-2020

 

 

 

(b) Taxa de variação homóloga 2019-2020

 

 

 

2015 a 2019: resultados definitivos; 2020: resultados preliminares

 

 

 

  

Distribuição Geográfica do Comércio Internacional Português de Bens

 

Expectancies

% Total

2019

% Total 2020

União Europeia

70,7

71,4

Extra UE

29,3

28,6

Europa Extra UE

9,0

9,2

EFTA

1,4

1,5

África

6,2

5,8

PALOP

3,1

2,8

América

8,6

8,2

Ásia

4,0

4,6

Oceânia

0,3

0,3

Outros

1,2

0,6

 

 

 

Importações

% Total

2019

% Total 2020

União Europeia

73,8

74,6

Extra UE

26,2

25,4

Europa Extra UE

6,2

5,6

EFTA

0,6

0,7

África

4,9

4,3

PALOP

1,6

1,1

América

4,4

5,4

Ásia

10,7

9,9

Oceânia

0,0

0,0

Outros

0,0

0,0

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística

 

2019: resultados definitivos; 2020: resultados preliminares

 

 

10 Principais Clientes e Fornecedores de Bens de Portugal

 

Clientes

% Total

2019

Clientes

% Total

2020

Espanha

24,7

Espanha

25,4

França

12,9

França

13,5

Alemanha

12,0

Alemanha

11,8

Reino Unido

6,1

Reino Unido

5,7

EUA

5,1

EUA

5,0

Itália

4,5

Itália

4,4

Países Baixos

3,9

Países Baixos

3,7

Bélgica

2,3

Bélgica

2,3

Angola

2,1

Angola

1,6

Polónia

1,3

Polónia

1,4

Outros

25,2

Outros

25,2

 

Fornecedores

% Total

2019

Fornecedores

% Total

2020

Espanha

30,5

Espanha

32,6

Alemanha

13,3

Alemanha

13,3

França

9,8

França

7,3

Itália

5,1

Países Baixos

5,5

Países Baixos

5,0

Itália

5,2

China

3,7

China

4,5

Bélgica

3,0

Bélgica

2,9

Reino Unido

2,6

Reino Unido

2,7

EUA

1,8

Brasil

2,4

Rússia

1,4

EUA

1,8

Outros

23,7

Outros

21,6

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística

2019: resultados definitivos; 2020: resultados preliminares

 

Comércio Internacional Português por Grupos de Produtos

 

Exportação

% Total

2019

% Total 2020

Veículos, Outro Mat. Transporte

16,4

14,8

Máquinas, Aparelhos

13,9

14,7

Metais Comuns

7,4

7,6

Agrícolas

6,6

7,2

Plásticos, Borracha

7,0

7,1

Químicos

5,7

6,1

Alimentares

4,6

5,3

Vestuário

5,2

4,8

Combustíveis Minerais

6,1

4,6

Minerais, Minérios

4,3

4,3

Pastas Celulósicas, Papel

4,4

4,3

Matérias Têxteis

3,5

3,8

Ótica e Precisão

2,9

3,2

Madeira, Cortiça

2,9

3,1

Calçado

3,1

2,9

Peles, Couros

0,5

0,5

Outros Produtos

5,5

5,6

 

Importação

% Total

2019

% Total 2020

Máquinas, Aparelhos

17,9

19,1

Químicos

10,3

12,3

Veículos, Outro Mat. Transporte

16,0

12,3

Agrícolas

9,9

11,0

Combustíveis Minerais

11,4

8,7

Metais Comuns

7,4

7,8

Plásticos, Borracha

5,7

6,1

Alimentares

3,9

4,6

Matérias Têxteis

2,6

2,9

Vestuário

2,9

2,7

Ótica e Precisão

2,4

2,6

Pastas Celulósicas, Papel

1,7

1,8

Minerais, Minérios

1,4

1,6

Madeira, Cortiça

1,3

1,4

Calçado

1,1

1,0

Peles, Couros

1,0

0,8

Outros Produtos

3,2

3,4

 

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística

 

2019: resultados definitivos; 2020: resultados preliminares

 

 

Investimento internacional

 

O índice Doing Business 2020, do Banco Mundial, posiciona Portugal no 39º lugar (entre 190 economias) do ranking Ease of doing business e no 12º lugar da UE. Em 2020, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal angariou 30 novos contratos de investimento, que representam mais de 2 000 postos de trabalho.

 

Fluxos de Investimento Direto entre Portugal e o Exterior (Princípio Direcional)

 

Segundo dados do Banco de Portugal (de acordo com o Princípio Direcional), em 2020 os fluxos do Investimento Direto do Exterior em Portugal (IDE), em termos líquidos, registaram um montante superior a 5,5 mil milhões de euros, o valor mais baixo dos últimos quatro anos (-48,7% em relação ao período homólogo de 2019).

 

No que respeita ao Investimento Direto de Portugal no Exterior (IDPE), em termos de valores líquidos, traduziu- se em 2 mil milhões de euros em 2020, uma queda de 33% em relação ao período homólogo do ano transato. O valor mais elevado do período 2016-2020 ocorreu em 2019 (cerca de 3 mil milhões de euros).

 

Fluxos de Investimento Direto entre Portugal e o Exterior (Princípio Direcional)

 

 

2016

2017

2018

2019

2020

Var %

20/16a

Var %

20/19b

IDPE

788

-663

677

2,988

2,003

81,5

-33,0

IDE

4,577

6,862

6,025

10,795

5,536

17,0

-48,7

 

Fonte: Banco de Portugal

Unidade: Milhões de euros (valores líquidos)

 

Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2016-2020; (b) Taxa de variação homóloga 2019-2020

 

Posição (Stock) de Investimento Direto entre Portugal e o Exterior (Princípio Direcional)

 

Em termos de stock de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Portugal, no final de dezembro de 2020, foram registados cerca de 149,6 mil milhões de euros (uma variação média anual de 4,2% desde 2016), um aumento de 1,6% face ao período homólogo do ano anterior.

 

Em sentido contrário, o stock de Investimento Direto de Portugal no Exterior (IDPE) representou perto de 51,7 mil milhões de euros em dezembro de 2020, uma quebra de 4,8% em relação ao período homólogo de 2016.

 

Posição (Stock) de Investimento Direto entre Portugal e o Exterior (Princípio Direcional)

 

 

2016 dez

2017 dez

2018 dez

2019 dez

2020 dez

Var %

20/16a

Var %

20/19b

IDPE

60,407

57,982

50,632

54,235

51,648

-3,6

-4,8

IDE

127,260

138,152

135,806

147,241

149,586

4,2

1,6

 

Fonte: Banco de Portugal

Unidade: Milhões de euros (valores líquidos)

Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais 2016 dez-2020 dez; (b) Taxa de variação homóloga 2019 dez-2020 dez Princípio Direcional: reflete a direção ou influência do investimento, isto é, o Investimento Direto de Portugal no Exterior (IPE) e o Investimento Direto do Exterior em Portugal (IDE).

 

Stock de IDE por Países de Origem (Princípio Direcional)

 

Em dezembro de 2020, a União Europeia foi a principal origem de IDE em Portugal em termos acumulados, destacando-se, ao nível intracomunitário, os Países Baixos e Espanha (com pesos de 20,8% e 20,6% do total, respetivamente), o Luxemburgo (18,2%), a França e o Reino Unido (7,0% e 6,2%, respetivamente). De entre os países extracomunitários, salientam-se a Suíça (2%), a China (1,8%), Angola (1,4%). e o Brasil (1,4%).

 

Stock de IDPE por Países de Destino (Princípio Direcional)

 

A União Europeia foi também o principal destino de IDPE em termos acumulados, destacando-se, entre os países intracomunitários, a Espanha e os Países Baixos, com quotas de 31,2% e 22,8% do total, respetivamente. De entre os países extracomunitários, destacaram-se o Brasil, Angola e Moçambique (com pesos de 4,4%, 3,7% e 2,3%, respetivamente).

 

STOCK DE IDPE e IDE POR MERCADOS dezembro 2020

  

 

IDE

 

IDPE

 

2020 dez

 

2020 dez

TOTAL

100,0

TOTAL

100,0

Países Baixos

20,8

Espanha

31,2

Espanha

20,6

Países Baixos

22,8

Luxemburgo

18,2

Brasil

4,4

França

7,9

Angola

3,7

Reino Unido

6,2

Luxemburgo

3,1

Alemanha

3,5

Itália

2,7

Suíça

2,0

Reino Unido

2,6

China

1,8

França

2,5

Angola

1,4

Moçambique

2,3

Brasil

1,4

Macau

1,9

Outros

16,1

Outros

22,8

 

Fonte: Banco de Portugal Unidade: % do total

 

Turismo

 

Portugal tem vindo, nos últimos anos, a melhorar a sua posição no The Travel & Tourism Competitiveness Index 2019 (WEF), ocupando a 12ª posição do ranking entre 136 países (7ª da UE).

 

No entanto, e de acordo com o BP, as receitas do turismo em Portugal, apesar de um aumento sustentado até 2019, registaram uma variação média anual de -4,8% no período 2016-2020.

 

Em 2020, as receitas do turismo registaram uma quebra de 57,6% face ao período homólogo do ano anterior, atingindo perto de 7,8 mil milhões de euros. (valor que representou 10,4% do total das exportações portuguesas de bens e serviços).

 

Em 2019, os principais mercados geradores de receitas de turismo para Portugal, foram a França (20% do total), o Reino Unido (15,5%) e a Espanha (13,1%), que concentraram 48,6% do total.

 

Em termos de dormidas de estrangeiros, verificou-se igualmente um crescimento sustentado até 2019, a que se seguiu uma quebra de 74,9% em 2020.

 

Indicadores do Turismo de Portugal

 

 

2016

2017

2018

2019

2020

Var % 20/16a

Var % 20/19b

Receitasc

12,811

15,550

17,054

18,291

7,753

-4,8

-57,6

Hospedesd

12,531

14,531

15,227

16,410

3,988

-11,8

-75,7

Dormidasd

41,561

46,417

47,249

49,052

12,333

-14,4

-74,9

 

Fontes: Banco de Portugal; INE - Instituto Nacional de Estatística

Unidades: Receitas (Milhões de euros); Hóspedes e Dormidas (Milhares de unidades)

Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2016-2020; (b) Taxa de variação homóloga 2019-2020

(c) Corresponde ao valor de exportação de serviços registado na rubrica Viagens e Turismo da Balança de Pagamentos.

(d)  Abrange todas as modalidades de alojamento local com 10 ou mais camas, incluindo empreendimentos de turismo local e de habitação

 

 MM/DP (vs. revista 04/03/21)

 

 

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