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CABEÇALHO

Na Europa (1,8%) e África (1,2%), o crescimento será dos menos expressivos. Por outro lado, na Oceânia a compra de calçado deve aumentar 3,3% e 3,2% na América do Sul, avança o World Footwear.

Depois de uma quebra abrupta no consumo de calçado a nível mundial devido à pandemia, o consumo calçado deverá crescer em todo o mundo “de uma forma moderada” em 2022. É previsível um aumento entre 1,5% e 5%, em comparação com os níveis pré-pandemia, de acordo com dados do World Footwear.

 

No entanto, esse crescimento é variável. Na Oceânia é previsível um crescimento de 3,3%, o que corresponde à melhor recuperação, seguido de um crescimento de 3,2% na América do Sul e 2,4% na Ásia. No continente europeu, o crescimento será de apenas 1,8% e em África será de 1,2%. Em contraciclo está a América do Norte que deverá registar um recuo de 3,6% no consumo de calçado.

 

De acordo com o World Footwear, “o panorama geral é de otimismo”. A maioria dos membros acredita que, nos próximos seis meses, a quantidade de calçado comercializado aumentará em todo o mundo. Também os preços serão reajustados, “uma evolução positiva relativamente às estimativas apresentadas” há seis meses.

 

O sentimento do setor melhorou significativamente no último semestre. A maioria dos especialistas deste inquérito acredita que, nos próximos seis meses, a saúde dos negócios será boa (46%) ou muito boa (13%), enquanto apenas 15% esperam que seja fraca. Os inquiridos asiáticos estão particularmente otimistas, sendo que 29% espera que a saúde dos negócios seja “muito forte”, enquanto na Europa, esse percentual é de apenas 4%.

 

Apesar de o balanço ser positivo, o aumento do custo das mercadorias ou das matérias-primas e a escassez de mão-de-obra, são hoje os principais responsáveis pelas dificuldades da indústria, segundo os especialistas internacionais.

 

As estatísticas mais recentes do comércio internacional de calçado revelam um quadro de considerável normalização, embora com variações de país para país. Em alguns dos maiores mercados mundiais como EUA (-3,2%), Alemanha (-1,2%), França (-0,7%) e Itália (-0,1%), as importações no primeiro semestre de 2021 estão ainda a recuar, situando-se num registo muito perto do nível pré pandemia.

 

Alguns mercados estão mesmo recuperar de forma particularmente lenta: “as importações de Espanha, Bélgica e Japão caíram perto de 10%, e as do Reino Unido ainda estão 18,4% abaixo do nível pré pandemia.

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