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CABEÇALHO

Grupo de Vila Nova de Gaia já completou a aquisição da Vidrio Formas, estreando-se a produzir fora da Europa. Passa a somar 14 fábricas em oito países e eleva receitas para 1.800 milhões de euros.

ABA Glass completou “com sucesso” a aquisição da mexicana Vidrio Formas, uma produtora de embalagens de vidro que detém duas fábricas no país. Emprega cerca de 800 pessoas e no ano passado teve um volume de faturação de 125 milhões de euros.

 

A multinacional sediada em Vila Nova de Gaia, que é controlada pelas famílias de Carlos Moreira da Silva e Silva Domingues, alarga a presença industrial a um novo país e também a um novo continente, ficando com uma participação acionista de 60% nesta empresa de Lerma, a cerca de 60 quilómetros da Cidade do México.

 

A BA Glass México, como agora passa a ser designada, é especializada na produção de embalagens de vidro para o setor alimentar e das bebidas espirituosas. Fundada em 1990, tem clientes espalhados por vários países da América do Norte e Central, e da região das Caraíbas.

 

A aquisição, noticiada pelo ECO em julho, está agora concluída. No seguimento deste negócio, o grupo nortenho calcula que o volume de negócios vai ultrapassar os 1.800 milhões de euros e um “impressionante” EBITDA de 600 milhões de euros. Passa a ter 4.800 trabalhadores de 15 nacionalidades, “refletindo sua crescente presença global”.

 

“Uma nova aventura começa no México e num novo continente. É tempo de enriquecer a cultura da BA com a cultura Vidrio Formas, (…) de expandir as capacidades para servir melhor os nossos clientes e de explorar novas oportunidades para as embalagens de vidro”, escreveu a CEO Sandra Santos numa publicação no LinkedIn.

 

14 fábricas em oito países

 

A partir de agora, a BA Glass passa a contar com um total de 14 fábricas em oito países. Tem três unidades industriais em Portugal (Avintes, Marinha Grande e Venda Nova), duas em Espanha (León e Villafranca de los Barros), duas na Polónia (Sieraków e Jedlice), duas na Bulgária (Sofia e Plovdiv) e uma na Alemanha (Gardelegen), na Grécia (Atenas) e na Roménia (Bucareste).

 

Em 2022, a companhia atingiu um novo recorde de vendas de 1.431 milhões de euros dirigidas a um total de 70 mercados, “refletindo basicamente” o aumento dos preços. É que, embora a faturação tenha aumentado 40,8% em termos homólogos, a rentabilidade do grupo baixou 1,9 pontos em comparação com 2021 e 12,7 pontos face a 2020.

 

Mais de um século depois de nascer, em 1912, como Barbosa e Almeida e um capital inicial de três contos de reis, no ano passado, em que diz ter investido 120 milhões de euros, a BA Glass produziu 11 mil milhões de garrafas e recipientes – comida (31%), cerveja (28%) e vinho (18%) são os segmentos que mais pesam no negócio.

 

Em outubro, o empresário Carlos Moreira da Silva e a família Silva Domingues, que controlam a vidreira e também o grupo alimentar Cerealis, fecharam a aquisição conjunta de 100% do grupo industrial italiano Vetrerie Riunite (VR), que reclama a liderança mundial no fabrico de portas de vidro para máquinas de lavar e secar, e também produz moldes para vidro prensado e injeção de plástico, sobretudo para o setor da iluminação automóvel.

 

Em ECO

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