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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Está escalado no porto de Viana do Castelo o navio de abastecimento offshore Maersk Achiever, pertencente ao armador Dinamarquês Maersk Line, que fará o transporte e instalação do sistema de ancoragem e boias sinalizadoras do parque de energia de ondas criado pela da empresa CorPower Ocean Portugal.

“Esta embarcação será responsável pela execução de diversas operações marítimas, incluindo o transporte e instalação do sistema de ancoragem do dispositivo, assim como de uma série de boias sinalizadoras para instalação e delimitação do denominado Parque de Energia das Ondas HiWAVE-5, situado a 6 km da Aguçadoura, concelho da Póvoa de Varzim”, explica a APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, em comunicado enviado a O MInho.

 

Trata-se da primeira operação marítima da CorPower Ocean de “dimensão assinalável a partir do Porto Comercial de Viana do Castelo”, onde está instalada desde julho de 2020.

 

No comunicado, a APDL refere que, para a transferência da energia gerada pelos conversores de energia das ondas (WEC), será instalado também pelo Achiever um cabo submarino elétrico de 6 quilómetros, assente no leito do mar, com aterragem numa zona envolvente à subestação existente na Praia da Barranha (Aguçadoura), e ancorado no lado do mar na caixa de ligações que sita no topo do sistema de ancoragem do WEC.

 

“Os trabalhos nas proximidades da Aguçadoura irão decorrer durante 10 dias, sendo que os principais trabalhos marítimos a ser executados correspondem à instalação de 4 boias de navegação, do cabo submarino de 6km e respetivas boias de sinalização, da âncora do WEC e de uma boia de monitorização”, conclui o comunicado.

 

Investimento de 16 milhões

 

Como O MINHO noticiou em julho do ano passado, a tecnológica CorPower Ocean está a investir 16 milhões de euros num centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Viana do Castelo para desenvolver conversores de energia das ondas.

A CorPower Ocean e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) chegaram a acordo para desenvolver a instalação de energia oceânica no porto comercial de Viana do Castelo.

 

“A APDL proporcionará espaço para o fabrico, montagem e manutenção de conversores de energia das ondas à escala comercial”, adiantou na altura a Câmara de Viana do Castelo, sendo que em causa estava o projeto considerado “pioneiro” HiWave-5.

 

“Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeus e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação em grande escala de energia limpa. Pretendemos servir de exemplo para outros portos europeus, no que diz respeito à utilização das infraestruturas existentes para fins semelhantes”, afirmou a administração da APDL.

 

Conversores de Energia das Ondas

 

“Esta é uma etapa crucial na nossa busca pelo desenvolvimento de uma nova classe de Conversores de Energia das Ondas (WEC – Wave Energy Converters) de alta eficiência. O objetivo da CorPower é introduzir com sucesso no mercado produtos WEC certificados e com garantia até 2024, tornando a energia das ondas uma tecnologia viável e capaz de atrair financiamento para projetos de fontes renováveis convencionais”, explicou o CEO da CorPower Ocean, Patrik Möller.

 

O trabalho da CorPower Ocean complementa a estratégia industrial portuguesa para as energias renováveis oceânicas, concebida para criar um ‘cluster’ de exportação industrial competitivo e inovador para as energias renováveis oceânicas.

 

“Recentemente, a operadora de rede REN instalou um novo cabo ’offshore’ ao serviço de eólicas flutuantes, e existe um interesse comercial significativo por parte de empresas de serviços públicos e promotores de projetos para o desenvolvimento do projeto de ondas da próxima geração”, acrescenta.

 

Em causa está o Windfloat Atlantic(WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

 

Trata-se do primeiro parque eólico flutuante da Europa continental, situado 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo.

 

Para a CorPower Ocean, “a energia das ondas pode desempenhar um papel fundamental na transição de Portugal para um país 100% de energia renovável, oferecendo uma plataforma para impulsionar as exportações portuguesas e as oportunidades de investimento a longo prazo para as cadeias de abastecimento locais”.

 

O programa HiWave-5 “é reconhecido como sendo um dos esforços mais ambiciosos em energia oceânica, estimando-se que com a chegada do HiWave-5 seja consolidada a reputação de Portugal como líder mundial em energia renovável, com investimentos significativos em pessoal, tecnologia e instalações”.

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