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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A sustentabilidade e o artesanato são os dois conceitos da essência da Darono, que cria peças decoração a partir de desperdícios da indústria têxtil. A marca portuguesa, que apresentou recentemente os seus artigos na Expo Dubai, já decorou vários hotéis, de luxo entre os quais o 1Hotels em Nova Iorque e o Grand Palladium Hotel no México.

A Dar-o-nó, assim se pronuncia, nasceu em 2013 fruto de uma história familiar com mais de 35 anos na área dos têxteis-lar, numa altura em que o upcycling ainda era miragem.

 

Pelas mãos de Catarina Carvalho, a ideia da marca foi reaproveitar os desperdícios da indústria têxtil convertendo-os em novos produtos através de técnicas de produção artesanais. «Existe uma magia própria associada à peça artesanal, leva uma história consigo, uma história que é única de cada peça e cada momento», afirma ao Portugal Têxtil.

 

Tapetes, poufs, candeeiros e almofadas são alguns dos artigos que saem de Viana do Castelo com destino a hotéis de luxo, como o 1Hotels em Nova Iorque, o Hard Rock Hotel Ibiza, o Grand Palladium Hotel em Puerto Vallarta, no México, ou ainda o Fe. «Desde o início da marca, já registámos projetos em mais de 30 países. O desenvolvimento do mundo digital permitiu aproximar mercados, pelo que prevemos um aumento da diversidade de mercados onde atualmente nos inserimos», assegura Catarina Carvalho.

 

Presente na Expo 2020 no Dubai, a representar Portugal e as técnicas artesanais, a Darono deixou um importante cartão de visita nos Emirados Árabes Unidos. «Enviámos um tear de madeira e estivemos a tecer ao vivo, com a ajuda dos visitantes da Expo. O tear é um instrumento que gera sempre um grande fascínio para todos os que visitam a nossa produção. Talvez pela surpresa de conhecer que ainda utilizamos os mesmos teares, em madeira, movidos totalmente de forma manual, sem qualquer engenho elétrico», conta a fundadora da marca de têxteis-lar.

 

Paralelamente à presença na Expo, a Darono esteve na Dubai Design District numa exposição conjunta organizada pela Associative Design, onde teve em destaque várias peças da coleção. «É raro termos um resultado comercial imediato das intervenções que realizamos. Os primeiros encontros são os geradores de sonhos, que depois se materializarão mais a frente. Tivemos pedidos para enviar catálogos digitais e vários contactos que demonstraram interesse em conhecer um pouco mais daquilo que nos caracteriza e das nossas possibilidades de produção. No momento, desenvolvemos e nutrimos estas relações para que possam evoluir de um primeiro encontro para relações duradoiras com muitos projetos em conjunto», explica.

 

Criatividade em efervescência

 

Com uma coleção em constante crescimento, a Darono desenvolve artigos para que «perdurem no tempo e não sejam de tendência, de vontades efémeras», como resume Catarina. Dentro do portfólio da marca, as «peças com utilização dos nós (macramé) são as mais desejadas e que despertam maior entusiasmo. Na linha Trap, os poufs têm sido os mais vendidos até ao momento», aponta.

 

A Darono tem-se mostrado atenta a novos materiais e a novas técnicas artesanais, que prevê, muito em breve, poder apresentar aos clientes. «Iniciamos o ano a trabalhar em vários projetos personalizados e estamos ansiosos por revelá-los assim que possível», confessa a empresária.

 

O maior objetivo da marca é, contudo, otimizar a produção, para dar resposta ao crescente número de pedidos recebidos, sem estender excessivamente os tempos de entrega. «O artesanato não se apressa, tem o seu tempo. Toda a envolvente tem de acompanhar este crescimento. Temos programado investimento de aumento da nossa área produtiva, que permita dar resposta à crescente procura, que incluirá também formação de novos artesãos», revela Catarina Carvalho.

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