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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Quando ainda só são conhecidos dados de 12 economias europeias, em comparação com o trimestre anterior, Portugal foi o país mais cresceu com uma evolução do PIB de 1,6%. Em termos homólogos foi o 3.º.

Portugal foi o país que mais cresceu na União Europeia no primeiro trimestre de 2023, de acordo com os dados do Eurostat divulgados esta sexta-feira. No entanto, ainda só existem dados para 12 economias. Irlanda e Áustria sofreram uma contração do PIB. Já se a comparação for feita em termos de crescimento homólogo, Portugal desce para terceiro lugar.

 

A economia portuguesa cresceu 1,6% nos três primeiros meses do ano face ao trimestre anterior, de acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados esta sexta-feira.

 

A estimativa rápida do PIB revela que no primeiro trimestre, a Zona Euro cresceu 0,1% e a União Europeia 0,3% em cadeia, ou seja, face aos três meses anteriores. Este desempenho traduz-se num crescimento depois da queda de 0,1% tanto na área do euro como na UE.

 

A economia europeia apresenta assim um crescimento marginal e inferior às estimativas dos analistas, que apontavam para uma progressão de 0,2%, de acordo com uma pool da Reuters. Por outro lado, é igualmente preocupante o facto de a Alemanha, a maior economia europeia, não ter crescido depois de uma contração de 0,5% no final de 2022, embora seja positivo o facto de ter conseguido escapar a uma recessão. Já França e Itália, cresceram 0,2% e 0,5%, respetivamente, depois de uma estagnação e de uma contração nos últimos três meses do ano.

 

Também Espanha, o principal destino das exportações nacionais, registou um crescimento de 0,5% face ao trimestre anterior, no qual tinha crescido 0,4%.

 

O Eurostat avança ainda que tanto a zona euro como a UE a 27 cresceram 1,3% em termos homólogos, um abrandamento face ao trimestre anterior. Aliás, na comparação face ao mesmo período do ano anterior estão ambas numa rota de abrandamento, pelo menos, desde o segundo trimestre do ano passado. Mas estes valores podem ser sujeitos a revisão tendo em conta que mais de metade dos países ainda não divulgaram as suas contas.

 

A escalada da inflação, devido à subida dos preços da energia e dos alimentos, na sequência da guerra na Ucrânia, tem pesado na confiança e levado a uma subida das taxas de juro, o que retira estímulo às economias euro. Ainda assim os economistas consideram que a economia tem revelado alguma resiliência inesperada, segundo os analistas, à semelhança do que aconteceu na pandemia de Covid-19 quando o crescimento superou as expectativas, com as empresas a ajustarem-se mais depressa às circunstâncias do que os governos antecipavam.

 

Mas ainda que os Estados-membros tenham tido um desempenho melhor do que receavam, o crescimento em 2023 será um dos mais fracos de sempre devido à queda do rendimento real das famílias e à subida das taxas de juro. A Comissão Europeia, nas últimas previsões, apontava para um crescimento de 0,9% na zona euro este ano e 1,5% no próximo.

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