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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Não é por acaso que cada vez mais se testemunham referências ao "próximo Oriente". São disso exemplo as camisolas de um clube de futebol, que de forma subliminar transportam para os Emirados. Essa mensagem, quase despercebida, consubstancia-se em mais: há uma estratégia delineada, mas que pode e deve servir também a Portugal.

Falta menos de um mês e meio para a próxima Exposição Mundial. Trata-se da Expo 2020, que será pela primeira vez acolhida num país árabe. Acontecerá num dos sete Emirados Árabes Unidos, o Dubai. Em linha com os anteriores organizadores, será uma oportunidade para o Dubai se mostrar ao mundo como país aberto e competente na organização de eventos à escala global.

 

O Dubai é muito lembrado pelas suas grandiosas obras de engenharia e arquitetura, construções essas que chegam a ser vistas do espaço. Acolher a Exposição Mundial permitirá ao país dar um salto internacional sem paralelo, sendo esse um dos principais motivos para os avultados investimentos que o evento abarca.

 

Os países representados na exposição terão uma excelente oportunidade para mostrar um pouco de si, através de uma espécie de diplomacia económica e cultural. O Pavilhão português no Dubai, com o apoio da AICEP, terá obrigatoriamente de refletir essas duas vertentes, ou seja, a cultural e económica. Tudo indica que será um sucesso.

 

Para Portugal, depois de ter organizado a Expo 98 em Lisboa, a responsabilidade será sempre de alto nível. A Expo 98 teve uma programação cultural invejável. Para além disso tornou-se ainda num caso de estudo arquitetónico pela sua realização ter permitido criar uma nova zona na cidade, o conhecido Parque das Nações. A Exposição Mundial realizada no nosso país alcançou e superou os seus propósitos na íntegra.

 

Um ano depois da Expo Dubai chegará o Mundial do Qatar. Atendendo ao clima, esse realizar-se-á entre novembro e dezembro de 2022. Mais uma vez trata-se de um evento de envergadura mundial e também esse estreante por terras árabes.

 

Atente-se à dimensão: serão oito estádios construídos de raiz, com uma distância entre eles não superior a uma hora, permitindo dessa forma a que no mesmo dia se possa assistir a duas partidas.

 

Para além de vir a ser uma das 32 seleções na fase final, a ambição do nosso país deve ser maior. Portugal e Espanha são candidatos à organização do Mundial de 2030, portanto há uma aprendizagem mais profunda a retirar.

 

Realce-se o facto do Qatar ser, desde 17 de julho, Observador Associado da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Movimentos como o Fórum Portugal Qatar podem vir a ganhar mais protagonismo no estreitar das relações entre os dois Estados. Este Fórum consiste numa plataforma que visa o desenvolvimento de negócios em áreas como a Hotelaria e Turismo, Saúde, Desporto e Cultura.

 

Perspetivam-se deste modo mais um conjunto de novas oportunidades de expansão económica, cultural e até mesmo social, colocando Portugal numa rota privilegiada. Temos assumido um papel de ligação entre a Europa, África e a América Latina.

 

Está agora ao nosso alcance a possibilidade única de incluir o Próximo Oriente na nossa esfera de influência. Haja astúcia e visão para o concretizar.

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