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CABEÇALHO

Ao fim de dois dias de debates sobre sustentabilidade, resiliência, retoma, “glocalização”, inclusão, colaboração e demais definições que deverão e terão de ser o futuro do setor do turismo e viagens, “A World for Travel” (AWFT) terminou com os cinco compromissos que tinham sido prometidos desde o início.

Assim, depois de ouvidas diversas entidades governamentais e não governamentais, companhias e agentes do setor do turismo e viagens, organizações internacionais como a Organização Mundial do Turismo (OMT), World Travel & Tourism Council (WTTC), European Travel Comission (ETC), além de ministros do turismo de vários países, entre outros responsáveis, a conferência de Évora apresentou as cinco prioridades que devem marcar o setor em termos de sustentabilidade: (i) oferecer ou disponibilizar opções sólidas para compensar as emissões de carbono; (ii) plano de compromisso para redução concretas de emissões de carbono para todos os setores; (iii) priorizar investimentos para o desenvolvimento do turismo sustentável; (iv) convidar e envolver as comunidades locais no desenho de novas soluções para o turismo; (v) acelerar e reforçar a cadeia de fornecimento de local e integração dos respetivos ecossistemas locais.

 

Na apresentação destes compromissos, Christian Delom, secretário-geral do “A World for Travel”, admitiu que estes compromissos ou ideias “não são novas, mas estão longe de ser atingidas”. “Temos de perceber que não existe uma solução única para o problema que este planeta e quem vive nele enfrenta e, por isso, há que conjugar várias soluções para conseguir a transformação desejada”, disse Delom.

 

“Afinal, o planeta está a arder e temos de agir e rapidamente”, admitindo que a tarefa que o setor tem pela frente “não é fácil, mas é obrigatória para o bem de todos, turismo e viagens e humanidade”.

 

De resto, no encerramento do “A World for Travel, a secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, salientou que “devemos sair de Évora com uma missão”, considerando que “existem sempre várias opções”, mas que é preciso ter “compromissos”.

 

“Não há viagens sem planeta e, por isso, temos de avançar para a ação”, deixando aos presentes em Évora e aos mais de 46.000 participantes via digital algumas das prioridades que têm estado na ordem do dia do Governo português, destacando que, em Portugal, tem existido uma “abordagem 360º com o tecido empresarial”.

 

De resto, a questão dos recursos humanos foi uma das principais questões levantadas pela SET no final da conferência de Évora, considerando que, “sendo este um negócio de pessoas para pessoas, sem pessoas não é possível ter turismo”. Aqui, Rita Marques destacou o trabalho que tem sido desenvolvido em Portugal na integração de migrantes que têm, segundo a SET, “contribuído de forma positiva para o setor do turismo”, concluindo que “precisamos de integrar novas pessoas no turismo”.

 

No final, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, foi ainda presenteada com o primeiro prémio do “Espírito de Évora”, prémio que distingue uma personalidade ou organização que tenha alcançado uma “transformação extraordinária”.

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