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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

No primeiro painel do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, “Investimento Hoteleiro em Portugal” uma das mensagens passada foi a de que os hoteleiros portugueses acreditam em Portugal e continuarão a investir no destino, embora os desafios do futuro se prendam com o aumento do preço, da estada média e do RevPAR.

“Nós no SANA continuamos a acreditar em Portugal”, começava Carlos Silva Neves, administrador da SANA Hotels. “Apostamos fortemente neste sector de actividade”, e avança que “nos próximos quatro anos temos um investimento de 400 milhões de euros para novos projectos”. Este investimento permitirá abrir 10 hotéis “com propriedades nossas”, sendo que “vamos continuar a criar novos produtos”.

 

Já Manuel Proença, chairman do Grupo Hoti Hotéis, falava de um final de ciclo: “Não vai haver mais este tipo de crescimento, vai haver um abrandamento. Nós estamos a contar com isso, mas vamos continuar a crescer e vai continuar a haver investimento”. Exaltava a unidade em desenvolvimento em Braga, “um projecto já em aprovação”, que “deve estar pronto nos próximos 18 meses”, embora o grupo tenha “um plano com sete unidades para os próximos cinco anos”.

 

José Roquette, administrador do Grupo Pestana, avançava que “temos tido um crescimento sobretudo internacional, mas Portugal é onde temos as nossas estrelas. As unidades mais rentáveis do Grupo Pestana estão em Portugal e se pensarmos a curto prazo os investimentos mais fáceis de implementar são feitos aqui”.

 

Na hotelaria o desafio é o aumento do preço médio e das estadas médias, o que, na opinião de António Trindade, presidente do Grupo PortoBay, se prende com “a preparação das autarquias, do país, das acessibilidades”. Já José Roquette atesta que, no que diz respeito a Lisboa e Porto “o RevPAR está ainda na segunda divisão do turismo europeu”, sendo que é preciso “pensar de forma diferente na progressão do RevPAR”. Contudo, acredita que “Portugal tem conseguido defender uma relação preço qualidade muito positiva.

 

“A tendência tem de ser no sentido de melhorarmos o nosso preço, paralelamente a uma melhoria de qualidade”, afirma Jorge Rebele do Almeida, presidente do Grupo Vila Galé. “O caminho tem de ser o de melhorarmos o preço”, e “estas coisas não se fazem de um dia para o outro. Tem de ser sobretudo com reforço de qualidade e com divulgação dessa qualidade”.

 

*O Turisver.com acompanha o congresso em Viana do Castelo a convite da AHP.

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