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Ponte de Sor recebe a partir desta quarta-feira 120 estudantes de engenharia, que vão construir foguetões para lançar e testar nos céus alentejanos.

Os pequenos foguetões para lançamento de satélites e cargas podem gerar no país mais de mil empregos e 500 milhões de euros de negócios espaciais. A pensar no futuro do Espaço, e num mercado que pode gerar receitas e empregos de valor acrescentado, Ponte de Sor recebe a partir desta quarta-feira 120 estudantes de engenharia, que vão construir foguetões para lançar e testar nos céus alentejanos.

O EuRoc, uma competição universitária europeia de lançamento de rockets, surge integrada no Portugal Air Summit, a maior cimeira aeronáutica da Península Ibérica, que decorre na cidade alentejana até sexta-feira para discutir o futuro dos sectores da aviação, espaço, defesa e aeronáutica, numa altura de profunda crise das viagens aéreas.

 

Os estudantes “irão criar e lançar os próprios foguetões, pondo em prática a investigação científica, a pensar no desenvolvimento do setor espacial em Portugal e nas potencialidades que o Espaço oferece, em termos de emprego e de geração de riqueza”, aponta Ricardo Conde, presidente da Portugal Space, que em conjunto com a Agência Espacial Europeia e a Câmara Municipal de Ponte de Sor organizam a primeira competição universitária europeia de lançamento de rockets.

 

O lançamento destes pequenos foguetões é também “uma oportunidade para chamar a atenção para a promoção de uma cultura científica e de inovação junto de jovens universitários, ampliando a base de recrutamento de futuros profissionais, para reforçar a sustentabilidade do setor aeroespacial em Portugal”, adianta o presidente da PT Space, a Agência Espacial Portuguesa. Conde aponta “as inúmeras potencialidades destes foguetões, capazes de colocar em órbita pequenos satélites com aplicações nas comunicações, nos dados e em diversos outros domínios”.

 

Em causa a ambição portuguesa de colocar a funcionar nos Açores “um porto espacial, capaz de ajudar a projetar uma constelação de microssatélites de observação da Terra, a Atlantic Constellation, num projeto de cooperação internacional” que junta diversas empresas portuguesas, como a Tekever, a Efacec ou a Edisoft.

 

O presidente da PT Space antevê ainda outra possibilidade para estes foguetões, com “o lançamento de um veículo suborbital reutilizável”, uma ideia que já está a ser desenvolvida em Portugal e que precisará de um foguetão de lançamento, como os rockets que os estudantes europeus vêm testar em Ponte de Sor.

 

Para atingir estes objetivos são precisos especialistas em física e engenharia e Ricardo Conde aponta para a criação, até 2030, “de mil postos de trabalho qualificados em Portugal, num sector que poderá atingir 500 milhões de euros em negócios”.

 

O Portugal Air Summit começa com uma conferência que junta o Ministro da Ciência Manuel Heitor e o Presidente da Agência Espacial Portuguesa com investigadores e representantes da indústria das áreas do Espaço, Oceanos, Florestas, Território e Aeronáutica. Em analise o “Planeta Digital: novas oportunidades, empregos e negócios associados à observação da Terra para a ação climática”.

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