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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

o conjunto do período de janeiro a novembro de 2021, as exportações de vestuário recuperaram em relação ao ano anterior, mas estão ainda a 28 milhões de euros abaixo do valor registado em 2019.

Os números preliminares do INE para o conjunto dos onze meses de 2021 revelam um crescimento acima dos 20% nas vendas de vestuário ao exterior em comparação com o mesmo período de 2020, ficando estas cifradas nos 2,87 mil milhões de euros. Esta tendência continua a ser dinamizada pelo vestuário de malha, com o vestuário de tecido ainda muito aquém dos valores de 2019.

 

Entre os principais mercados de destino das exportações de vestuário, destaca-se o caso da Espanha que, apesar de permanecer 20,6% abaixo do valor de 2019, já recuperou 15,5% das exportações em relação a 2020. Também de salientar o desempenho do mercado francês, com crescimentos de 15,2% em relação a 2019 e de 23,0% em comparação com 2020, bem como do mercado italiano, com crescimentos de 15,5% e de 28,8%, respetivamente.

 

No período em destaque, as exportações de produtos de vestuário de malha evidenciaram um desempenho muito mais dinâmico do que os produtos de vestuário de tecido, acumulando um crescimento de 26,3% em relação a 2020 e de 8,3% quando comparadas com 2019. No caso do vestuário de tecido, assistimos ao reforço do crescimento em relação a 2020 (aumento de 5,7%), mas as exportações estão a evidenciar sérias dificuldades para recuperar o valor verificado em 2019 (descida de 20,9%).

 

«No conjunto das exportações de vestuário temos assistido a desempenhos muito interessantes em mercados de referência, como o francês, o germânico, o italiano, o holandês e o norte-americano. Mas continuamos a salientar que esta evolução está fundamentalmente suportada no vestuário de malha», destaca César Araújo, presidente da ANIVEC. «Acompanhamos, com grande preocupação, a evolução do vestuário de tecido, onde, por exemplo, o mercado espanhol, com um peso acima de 37% das exportações, permanece 34,5% abaixo do valor de 2019», acrescenta.

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