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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A insurtech francesa, criada pelo português João Cardoso, quer tornar os seguros menos aborrecidos e vai entrar em dois novos mercados em breve. A Lovys deve chegar a Portugal no segundo semestre de 2021.

A Lovys não é a primeira startup de João Cardoso – antes já tinha criado uma empresa no Brasil com um site comparador de preços de seguros. Em 2016, o empreendedor decidiu regressar à Europa e, no ano seguinte, criou uma seguradora com um conceito «semelhante ao Spotify e do Netflix», explica o fundador e CEO da Lovys.

 

Com sede em Paris, esta insurtech tem uma oferta «adequada à experiência do utilizador de hoje em dia», ou seja, «flexível, transparente, pago mensalmente, muito dinâmica e personalizável». O intuito é que os «utilizadores vibrem e se apaixonem (in love) pelos seguros», daí o nome.

 

A oferta é 100% online, baseada num modelo de subscrição mensal em que o utilizador tem total controlo sobre o serviço»; neste momento. A Lovys tem seguros para casa, carro, animais e smartphones. Outra das diferenças desta neoseguradora é o facto de permitir o cancelamento «num clique» em vez de carta registada com uma antecedência, o que acontece com os seguros tradicionais em França e noutros países europeus.

 

O sucesso da Lovys foi quase imediato: foram «três mil vendas por mês» no primeiro ano de actividade, diz João Cardoso. Antes da pandemia, a base de clientes da startup era «jovem», com cerca de «60% até 35 anos», mas com o confinamento e a necessidade de serviços digitais trazidas pela COVID, houve uma «mudança» e começaram a ter clientes com idades superiores a 45 anos.

 

ADN português e europeu
A equipa da Lovys tem mais de sessenta colaboradores dos quais 50% estão em Portugal e startup quer ter entre oitenta a cem profissionais, até ao fim de 2021. Além de criada por um português, a Lovys tem ainda escritórios em Lisboa, Leiria e Porto; o da Cidade do Lis «é o maior» – é aí que é feito o «desenvolvimento de engenharia» da insurtech. Mas a Lovys não se considera francesa ou portuguesa, mas sim europeia. «Se a Europa quer ter sucesso no mundo tecnológico tem de pensar «além dos países e os empreendedores devem ter essa ambição desde o primeiro dia», diz João Cardoso. O fundador acredita que esta mentalidade é um dos motivos diferenciadores da empresa: «Considero que termos escritórios em diversos países e uma equipa com múltiplas culturas nos confere uma riqueza que foi fundamental para o sucesso».

 

Investimento de dezassete milhões
A Lovys conquistou recentemente um financiamento de série A no valor de dezassete milhões de euros, em que entraram os anteriores investidores – Portugal Ventures, Maif Avenir e Bpifrance, e três novos fundos – Heartcore, NewAlpha e Raise Ventures. O valor vai permitir «ter recursos para continuar a crescer a uma taxa acelerada e ultrapassar a barreira os cem mil clientes até ao fim do ano de 2021, desenvolver o produto para que exista uma melhoria continua e permitir a internacionalização», esclarece João Cardoso. Em relação à expansão, «objectivo é entrar em dois mercados adicionais europeus ainda este ano, sendo um deles, Portugal», revela o CEO à PC Guia. A ideia é chegar ao País no «segundo semestre do ano» com o mesmo roadmap que foi usado em França, ou seja, começando pelos seguros de casa.

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