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Com esta mudança para energias limpas, as grandes empresas de energia (que no passado se dedicavam apenas ao petróleo e gás) já registaram um aumento de 6% nas suas receitas, diz o estudo da Capgemini.

São 70% as empresas do setor da energia e utilities que já mudaram os modelos de negócio para reduzirem impactos ambientais. Ainda assim, a maioria das organizações continua sem ter os recursos necessários para desenvolver mais intensa e rapidamente as energias renováveis.

 

Um novo estudo do Capgemini Research Institute, intitulado “Remodeling the future: How energy transition is driving new models in energy and utilities”, demonstrou que os novos modelos das energias renováveis estão a transformar completamente o setor da energia, uma vez que a mitigação do impacto das alterações climáticas se transformou na razão de ser destas empresas.

 

As alterações climáticas e a procura de energias mais limpas por parte dos investidores são os principais motores da mudança que, de acordo com o estudo, já levaram 68% das organizações do setor da energia e utilities a optarem por novas formas de fazer negócio em prol da redução do impacto das alterações climáticas.

 

Na mesma análise, 63% das empresas revela que a procura por parte dos investidores também é um acelerador da mudança e 44% dos gestores inquiridos referiram que a rentabilidade é o motivo principal pelo qual estão a optar por novos modelos de negócio, já que percebem que há benefícios claros que podem advir da mudança.

 

Além disso, de acordo com o novo estudo, as organizações que estão a implementar modelos de energia limpa alcançaram uma redução de 4,6% nas emissões de âmbito 3 e esperam uma nova redução de 13% nos próximos três anos. Algumas empresas também afirmaram que registaram um aumento de 6% nas suas receitas com esta mudança.

 

Estes novos modelos de energias limpas, além de serem bons para o planeta, também se revelam positivos para o negócio destas empresas, uma vez que atraem novos clientes e criam mais oportunidades de vendas. Prova disso são os dados do Capgemini Institute que revelam que as empresas multinacionais já obtiveram um aumento de 4% nas oportunidades de upselling/vendas, estando ainda previsto que este número aumente para 9,2% nos próximos três anos.

 

Contudo, ainda há muitas empresas que não implementaram nenhum modelo de energia mais sustentável. Segundo a mesma análise, apesar de 64% das empresas afirmarem que planeiam implementar soluções de armazenamento de energia no futuro, apenas 19% já o estão a fazer e só 18% dos inquiridos afirmaram possuir uma estratégia global com objetivos e prazos bem definidos.

 

Além disso, o estudo mostra que, atualmente, a maioria das organizações (70%) diz não ter os recursos necessários para desenvolver os novos modelos. As empresas enfrentam atrasos na área das tecnologias a nível interno e na aposta em novas tecnologias (68%), nas competências relacionadas com o serviço (62%) e nos conhecimentos especializados em dados (56%).

 

“Apenas um terço das empresas inquiridas revelaram possuir áreas de inovação ativas e com escala a trabalharem no desenvolvimento e na testagem dos novos modelos com vista a procederem à industrialização dos resultados alcançados. É tempo de os vários players adotarem uma filosofia fail-fast e de forjarem novas parcerias, dentro e fora dos ecossistemas existentes”, alertou Peter King, Global Energy and Utilities Lead da Capgemini Invent.

 

Para a realização deste estudo, o Capgemini Research Institute inquiriu 530 gestores de topo de empresas do setor da energia e utilities que reportaram receitas superiores a 200 milhões de dólares em agosto e setembro de 2021.

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