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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Em Maputo, à margem do Fórum de Investimento União Europeia - Moçambique, Maria do Céu Antunes diz que aquele país africaano "tem não só condições de produção para ser autossuficiente, como também ajudar em determinados setores".

Aministra da Agricultura e da Alimentação disse esta quinta-feira, em Maputo, que Moçambique tem condições para ajudar a suprir as necessidades de Portugal na importação de cereais, pedindo a aposta no setor naquele país dos empresários portugueses.

 

"Claramente, Moçambique tem não só condições de produção para ser autossuficiente, como também ajudar em determinados setores", explicou a ministra Maria do Céu Antunes, em declarações à Lusa após reunir-se com alguns empresários portugueses do setor a operar naquele país africano.

 

"Não somos autossuficientes em produção de cereais, sejam eles para abastecimento e para consumo humano, ou sejam eles para a produção de rações ou de alimentos compostos para animais que temos, e teremos sempre necessidade de importar, pese embora ainda tenhamos uma margem para poder crescer internamente. Mas o que é facto é que Moçambique pode e deve contribuir também para este esforço conjunto e, portanto, é nesta perspetiva também que trabalharemos conjuntamente", apontou a governante.

 

A ministra sublinhou as condições "muito propiciadoras ao desenvolvimento agrícola" e à atividade agroindustrial em Moçambique, mas que ainda necessita, segundo dificuldades reportadas pelos empresários portugueses, de investimento em logística e cadeias de transporte, bem como de financiamento.

 

"Acrescentar valor seja para consumo interno, seja para exportação, mas em primeiro lugar, para consumo interno. E, portanto, esta é a grande potencialidade que o país tem e que, melhoradas as condições da logística, disponibilizadas condições de financiamento que sejam mais atrativas, claramente vai galvanizar este setor", destacou a ministra.

 

Maria do Céu Antunes participou na quarta-feira, em Maputo, no primeiro Fórum de Investimento União Europeia -- Moçambique, que visa potenciar as relações económicas entre o bloco e o país africano, através da iniciativa Global Gateway.

Recordando os impactos globais da pandemia de covid-19 e de dois grandes conflitos armados atualmente em curso, na Europa e no médio oriente, a ministra destacou a potencialidade da aposta da agricultura em África, nomeadamente em Moçambique, lançando o desafio aos investidores portugueses.

 

"É claramente um bom momento para se repensar e potenciar os investimentos em África e aqui em Moçambique em concreto, em que enfatizo a dimensão do país, as condições que têm de clima, de solo, são absolutamente fundamentais e propícias ao desenvolvimento de uma atividade agrícola que potencie a transformação e, com isso, deixe valor neste país", destacou.

 

A ministra avançou igualmente que ao nível da cooperação bilateral, Portugal está a desenvolver com Moçambique a certificação da qualidade dos produtos alimentares moçambicanos.

 

"Tem a ver com a segurança dos alimentos, com as sementes e com a sua preservação e a sua multiplicação, que são fatores também potenciadores da atividade agrícola e do agronegócio aqui em Moçambique e onde, no âmbito da cooperação alavancada através do Plano Estratégico para a Cooperação 2022-2026, Portugal está a desenvolver com o Estado moçambicano", concluiu.

 

Em Dinheiro Vivo

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