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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Exportações de têxteis e vestuário no mês de Agosto reforçaram tendência de crescimento, com uma evolução mensal de cerca de 10%.

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário reforçaram em Agosto a tendência de crescimento, somando 3.582 milhões de euros no acumulado desde Janeiro, mais 1,2% do que no mesmo período de 2019, anunciou a associação sectorial.

“De acordo com os dados publicados pelo INE [Instituto Nacional de Estatística] e tratados pela ATP [Associação Têxtil e Vestuário de Portugal], as exportações de têxteis e vestuário no mês de agosto reforçaram tendência de crescimento, com uma evolução mensal de cerca de 10% face a Agosto de 2019”, refere a associação em comunicado.

 

Já nos primeiros oito meses do ano, o sector exportou um total de 3.582 milhões de euros, registando um aumento de 1,2% face aos 3.540 milhões de euros do mesmo período de 2019 e subindo 16,8% relativamente aos 3.067 milhões de 2020.

 

A ATP nota, contudo, que “a recuperação no sector não é homogénea, existindo actividades e produtos que continuam a sofrer dificuldades de recuperação”, evidenciadas pelos respectivos desempenhos nas exportações, mas que têm também “implicações para as actividades que estão a montante da sua produção”.

 

Assim, os produtos que têm reportado “melhores desempenhos” face ao período de Janeiro a Agosto de 2019 são as roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha (com um acréscimo de quase 79 milhões de euros, +25%); camisolas, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos semelhantes, de malha (aumento de 61 milhões de euros, +22%; e artefactos têxteis confeccionados, incluídos os moldes para vestuário (mais 28 milhões de euros, +125%).

 

De destacar ainda os bons resultados dos segmentos de fatos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções (‘shorts’), de malha, de uso masculino (aumento de 26 milhões de euros, +45%) e do vestuário e seus acessórios, de malha, para bebés (acréscimo de 14 milhões de euros, +29%).

 

Pelo contrário, os produtos que mais dificuldades de recuperação têm sentido são os fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças, jardineiras, bermudas e calções, de uso feminino, em tecido (quebra de 64 milhões de euros, -30%); os fatos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções, de uso masculino, em tecido (quebra de 54 milhões de euros, -30%); e as ‘t-shirts’, camisolas interiores e artigos semelhantes, de malha (menos 32 milhões de euros, -5%).

 

Têm-se ainda ressentido os tecidos contendo, em peso, < 85% de fibras sintéticas descontínuas (com uma quebra de 23 milhões de euros, -40%), e os camiseiros, blusas, de uso feminino, em tecido (menos 20 milhões de euros, -11%).

 

Em termos de mercados, a ATP salienta as exportações com destino a França (acréscimo de 67 milhões de euros, +15%), EUA (aumento de 56 milhões de euros, +25%) e Itália (mais 25 milhões de euros, +12%).

 

No período em análise e comparando com 2019, as exportações para Espanha, principal cliente da indústria têxtil e vestuário portuguesa, registaram uma quebra de 178 milhões de euros, tendo sido “o destino mais afetado”.

 

Até Agosto, a balança comercial do setor registou um saldo positivo de 1.039 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 141%.

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