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CABEÇALHO

A venda de projetos visa “acelerar o crescimento e rentabilidade”. Injeção de liquidez vai permitir atingir as metas e cumprir plano de negócios, segundo a companhia liderada por João Manso Neto que viu os seus lucros afundar 65% até setembro.

A Greenvolt pretende vender, pelo menos, 500 megawatts de ativos renováveis em 2024, com o objetivo de “acelerar o crescimento e rentabilidade”.
 

A empresa disse que os processos de venda para mais de 350 MW “já estão a decorrer”. Esta “liquidez” vai permitir “atingir as metas e executar o plano de negócio”, disse a empresa numa apresentação.

 

“A rentabilidade vai acelerar em 2024 com a venda de mais de 500 MW de ativos”, resumiu a energética na apresentação.

Para o próximo ano, a companhia liderada por João Manso Neto espera que as operações em geração distribuída atinjam uma “maior maturidade” e que haja uma “estabilização das operações de biomassa, que vão continuar a ser a fundação sólida de geração de cash flow a apoiar a empresa”.

 

Olhando para o resto de 2023, a energética espera vender 200 MW de ativos até ao final do ano.

Deixou também um alerta de que os resultados do último trimestre irão “ainda refletir uma porção material das margens atingidas com as vendas na Polónia”.

 

E espera atingir um pipeline de projetos ready-to-build de 2,9 gigawatts até ao final do ano.

 

Lucros da Greenvolt afundam 65% até setembro

A Greenvolt anunciou na terça-feira que os seus lucros afundaram 65% para 5,9 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano face a período homólogo, anunciou hoje a empresa.

 

Durante este período, as receitas do grupo atingiram os 268 milhões de euros, mais 46% face a período homólogo, com o EBITDA a recuar 3% para 77 milhões de euros.

 

Sobre o aumento das receitas, a empresa liderada por João Manso Neto sadestaca o “forte crescimento do segmento de Utility Scale e da Geração Distribuída a mais do que compensar a quebra registada no negócio da Biomassa, fruto maioritariamente da diminuição do preço de venda da eletricidade no Reino Unido”.

 

Em relação ao EBITDA, salienta que  beneficiou do “crescimento acentuado de 5,7 vezes no segmento de Utility Scale, impulsionado pela concretização de transações de ativos na Polónia e o reconhecimento da margem associada aos activos em operação, que compensou o nível de preços de eletricidade praticados no Reino Unido e pesou no EBITDA do segmento de Biomassa”.

 

Os resultados financeiros agravaram-se de -11 milhões para -30 milhões, “fruto do aumento do stock de dívida impulsionado pelos investimentos em curso e pelo incremento do custo médio da mesma para 4,6% (com 71% do stock a taxa fixa)”.

“A dívida financeira líquida da Greenvolt no final de setembro de 2023 ascendia a 536,2 milhões de euros, sendo que o valor em Caixa e seus equivalentes era de 483,7 milhões. O rácio de dívida financeira líquida face ao EBITDA excluindo custos de transação dos últimos 12 meses é de 5,4x”, de acordo com o comunicado.

 

A empresa disse que até setembro contratou 408 milhões de euros de dívida, com 311 milhões em maturidades de médio e longo prazo, e que “possui também linhas aprovadas para garantias bancárias e seguros-caução num total de 381,7 milhões, dos quais 125,7 milhões utilizados, estando assim 255,9 milhões de euros ainda disponíveis em linhas por utilizar”.

Em relação ao pipeline de projetos, a empresa anunciou que atinge os 7,7 gigawatts em 15 geografias, e a empresa já conta com 1,3 gigawatts em fase de ready-to-build.

 

A companhia espera vender 200 MW de ativos até ao final do ano, tendo já concluído cerca de um terço.

 

No segmento utility scale, as grandes centrais de energia, as receitas totais cresceram 5 vezes para 100 milhões de euros, com o EBITDA a atingir os 39 milhões de euros, mais 5,7 vezes face a período homólogo. “Estes resultados são reflexo maioritariamente dos resultados operacionais dos parques em operação, que continuam a ser uma base sólida para a estabilidade dos resultados do segmento, e pela contribuição da venda de ativos desenvolvidos e construídos durante os primeiros nove meses do ano”.

 

Em O Jornal Económico

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