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De acordo com um relatório da Bain & Company, para que esta meta possa ser atingida a estratégia deverá passar por uma gestão adequada e ajuste dos preços de forma periódica e adaptados às necessidades dos clientes.

A indústria do papel e cartão poderá subir 21% e superar os mil milhões de euros nos próximos três anos, isto apesar das empresas deste sector estarem atrasadas em relação a outras no que toca à excelência comercial, aponta um relatório da Bain & Company.
 

Este atraso prende-se com o facto da indústria do papel e cartão não dar prioridade suficiente à formulação de um plano de vendas adequado. Isto porque, as empresas que colocam a excelência comercial no topo das suas prioridades poderão aumentar o seu EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 25% a 40%.

 

Para que esta meta de crescimento possa ser atingida a estratégia deverá passar por uma gestão adequada e ajuste dos preços de forma periódica e adaptados às necessidades dos clientes. A isto junta-se a identificação dos produtos mais rentáveis, de modo a priorizar a sua venda e produção, o que “poderá também resultar numa melhoria da eficiência operacional e na redução de custos logísticos”, revela o documento.

 

O relatório aponta que muitas empresas de papel e cartão têm virado o seu foco para a otimização dos seus custos de produção, sendo que atualmente o paradigma está a mudar, com os líderes de mercado a reconhecerem que “a implementação de uma estratégia de vendas adequada oferece mais oportunidades de crescimento e vantagens competitivas”, indica o relatório.

 

Pol Tarragó, Associate Partner da Bain & Company, refere que “as empresas líderes do sector antecipam-se e reagem às mudanças na procura do mercado, ajustando as suas carteiras de vendas e efetuando desinvestimentos ou encerrando fábricas obsoletas, entre outras ações, quando necessário”.

 

O Jornal Económico

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