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Associação estima que durante o evento, que se inicia na próxima segunda-feira, o preço médio por quarto "vá ser superior a 2022".

A Associação da Hotelaria de Portugal estima que a taxa de ocupação dos hotéis na Grande Lisboa durante a Web Summit, de 13 a 16 de novembro, se fixe, "em média, acima dos 85%", com um preço médio mais alto.

 

As perspetivas foram transmitidas à Lusa pela vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, que ressalva que estas são baseadas nos anos anteriores, no comportamento relativo da 'performance' hoteleira em 2023 e nas informações divulgadas pela organização da Web Summit, já que a associação só realiza o inquérito aos associados depois do evento para avaliação comparativa do impacto que este tem vindo a ter.

 

No inquérito realizado pela AHP após a Web Summit em 2022, 93% dos inquiridos na Área Metropolitana de Lisboa (AML) indicaram que a taxa de ocupação foi superior a 80%. Na cidade de Lisboa, 82% dos inquiridos apontaram taxas de ocupação acima de 90%.

 

Já quanto à evolução do preço médio por quarto, tendo em conta o crescimento registado desde o início de 2023, a AHP estima que este "vá ser superior a 2022".

 

No ano passado, o preço médio fixou-se nos 210 euros na cidade de Lisboa e de 198 euros, na AML.

 

Questionada sobre os principais mercados neste período, Cristina Siza Vieira lembra apenas que nos anos anteriores "o TOP 5 de principais mercados para a Hotelaria foi (com algumas trocas de posição): EUA, Reino Unido, França, Portugal e Alemanha".

 

A Web Summit, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas, começa, assim, na segunda-feira em Lisboa com 2.600 'startups', um recorde de sempre e, pela primeira vez, sem Paddy Cosgrave na liderança.

 

Sobre se a hotelaria sentiu algum efeito imediato em termos de cancelamentos logo a seguir à polémica após as declarações do ex-CEO da Web Summit na rede social X (antigo Twitter) sobre o conflito que envolve Israel e o Hamas, a responsável disse não ter informação.

 

"Para já, e diretamente na hotelaria, não temos informação de que tenham tido impacto nas reservas, até porque, tal como tem sido tendência persistente, as confirmações na hotelaria surgem mais em cima da hora. Ora, as aludidas declarações e reações foram a meio de outubro, e ainda esta semana estão a surgir confirmações".

 

A Lusa também contactou várias cadeias hoteleiras que estão presentes mesmo na capital, mas apenas o Grupo Vila Galé, os Hotéis Heritage Lisboa e o Mama Shelter Lisboa responderam e em toda a linha com a AHP.

 

O Vila Galé Ópera, em Alcântara, "está com ocupação acima dos 90%" durante a Web Summit, mas diz não ser "possível aferir o real impacto", "perceber quantas reservas são de participantes do evento".

 

O Heritage Avenida Liberdade Hotel espera uma ocupação de 93%, enquanto o Mama Shelter Lisboa aponta 96,4%.

Sobre a subida do preço médio por quarto, apenas um dos hotéis admite estar a praticar um valor ligeiramente inferior ao da edição passada, nos outros dois o preço subiu este ano.

 

Também sobre o eventual impacto da polémica em redor de Paddy Cosgrave, que, entretanto, se demitiu, os responsáveis destes hotéis responderam que ou não sentiram ou que a repercussão foi muito reduzida ou quase nula.

 

Em termos de mercados, o Vila Galé aponta como principais o nacional, Reino Unido e Espanha (sai França e entra Reino Unido), o Heritage Avenida Liberdade Hotel refere EUA, Espanha e Alemanha, enquanto o Mama Shelter Lisboa hospedará principalmente franceses, ingleses e americanos.

 

O evento, que se realizou pela primeira em Lisboa em 2016, conta este ano com 2.600 'startups', "o maior número ds história" da Web Summit, de acordo com a organização, com 900 investidores, cerca de 2.000 media confirmados, 300 parceiros, 800 oradores, num total de 70.000 participantes.

 

Ao todo, estarão representados 160 países.

 

Em Dinheiro Vivo

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