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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Tecnologias emergentes são apontadas por 28% dos gestores como riscos e Inteligência Artificial não é investimento prioritário para 80% dos líderes.

Apesar da inflação e dos conflitos que marcam o panorama geopolítico internacional, 72% dos CEO portugueses estão confiantes no crescimento da economia nacional durante os próximos três anos.


De acordo com o KPMG CEO Outlook de 2023, não só os gestores se mostram otimistas face ao contexto económico, como 90% acreditam que as suas organizações terão desempenho positivo durante esse período. Além-fronteiras, 78% dos líderes também apostam no crescimento das suas economias e 77% encaram com confiança o futuro das suas empresas.

 

Depois de entre agosto e setembro inquirir mais de 1300 líderes internacionais, entre os quais se contabilizam 50 portugueses, o estudo destaca ainda que, no âmbito económico, 40% dos presidentes executivos nacionais preveem, ao longo dos próximos três anos, que o seu negócio cresça entre 2,5% e 4,99% ao ano.

 

Trata-se de uma perspetiva mais otimista quando comparada com o que se antecipa internacionalmente: 47% dos gestores internacionais antecipam um crescimento mais tímido, a flutuar entre 0,01% e 2,49%. Não obstante o otimismo, mais de metade dos gestores nacionais (56%) são da opinião que o endurecimento das políticas monetárias pode levar ao prolongar de uma eventual recessão.

 

No que diz respeito a riscos, 28% dos portugueses identificaram as tecnologias emergentes como "a maior ameaça" para o seu negócio, seguidas dos riscos operacionais (22%) e das possíveis quebras nas cadeias de abastecimento (16%). Já na análise global, a incerteza geopolítica foi apontada pelos CEO internacionais como o principal risco, um fator que ainda no ano passado não constava sequer do top 5 de ameaças.

 

Na verdade, não só as novas tecnologias são apontadas, no caso português, como eventuais riscos, como a Inteligência Artificial (IA) generativa, por exemplo, não é um investimento prioritário para 84% dos líderes nacionais.

 

Em Dinheiro Vivo

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