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CABEÇALHO

O índice harmonizado de preços no consumidor recuou 0,9 pontos no espaço da moeda única, mas ainda está longe da meta dos 2% do BCE, segundo a estimativa rápida do Eurostat.

A inflação na Zona Euro abrandou, em setembro, de 5,2% para 4,3%, com os vários componentes do índice de preços a recuar, mas sobretudo a energia, já que os bens alimentares, o álcool e o tabaco continuam com um rating elevado, de 8,8%. Portugal também desacelerou para 4,8% mas ficou acima da média do espaço da moeda única, segundo a estimativa rápida do Eurostat, divulgada esta sexta-feira.

 

O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), que permite comparar a evolução dos preços com a dos restantes estados-membros, difere do índice de preços no consumidor (IPC) usado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), daí que o o gabinete de estatísticas nacional aponte para uma inflação de 3,6% no nosso País, abaixo da previsão do Eurostat.

O abrandamento da inflação média dos países da área do euro é já o quinto consecutivo, desde maio quando aquele indicador estava nos 7%. Ainda assim, os 4,3% estimados para setembro pelo Eurostat estão longe da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), pelo que são esperadas novas subidas das taxas diretoras até ao final do ano para forçar a inflação a descer ainda mais. A instituição liderada por Christine Lagarde volta a reunir-se a 26 de outubro.

 

Analisando as principais componentes da inflação na área do euro, ainda que os preços dos produtos alimentares, do álcool e do tabaco tenham desacelerado de 9,7%, em agosto, para 8,8%, em setembro, o Eurostat destaca que este grupo de bens é o que mais pesa no índice global.

 

O indicador relativo aos serviços também arrefeceu de 5,5%, em agosto, para 4,7%, em setembro e os bens industriais não energéticos abrandaram mais ligeiramente, de 4,7% para 4,2%.

A energia é o que tem empurrado mais para baixo a inflação. Em setembro, a variação de preços foi mais negativa (-4,7%) do que em agosto (-3,3%).

Portugal abranda para 4,8% depois de ter subido em agosto

Entre os 20 países da moeda única, as maiores taxas de inflação, em setembro, registaram-se na Eslováquia (8,9%), Croácia (7,3%) e Eslovénia (7,1%). Países Baixos (-0,3%), Bélgica (0,7%) e Grécia (2,4%) foram os Estados-membros com os índices mais baixos.

Em Portugal, os preços arrefeceram, em setembro, 0,5 pontos percentuais de 5,3% para 4,8%, depois de terem acelerado de julho (4,3%) para agosto (5,3%). Ainda assim, a nossa economia ainda não conseguiu baixar para os valores de julho, tendo ficado acima da média do espaço da moeda única (4,3%).

 

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