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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A associação do setor das bicicletas, em que Portugal é o maior produtor europeu, apresentou uma candidatura conjunta, que integra três dezenas de empresas e mais de 60 projetos, ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Portugal é o maior produtor de bicicletas da União Europeia, título ganho à Itália em 2019 e renovado em 2020, ano em que saíram das fábricas nacionais 2,6 milhões de unidades, tendo as exportações do setor atingido 424 milhões de euros.

 

Assim se vê a força de Portugal nesta indústria: o país tem a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa (a RTE, em Gaia), a maior produtora europeia de rodas para bicicletas (a Rodi, de Aveiro), a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs (a Triangle's, de Águeda), a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo, com apenas 24 gramas (a Gelu, em Vila Franca de Xira), ou a primeira fábrica de quadros de bicicleta em fibra de carbono fora do continente asiático (a Carbon Team, em Vouzela).

 

"A indústria nacional de bicicletas está a atravessar os seus melhores momentos e regista aumentos em todas as frentes para responder ao aumento da procura de veículos elétricos de duas rodas nos mercados nacional e internacional", assinalava, ainda recentemente, a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (Abimota).

 

Os números da associação empresarial do setor dão conta de um crescimento mensal sustentado da exportação de bicicletas elétricas sempre superior a 100%, desde janeiro deste ano.

 

"Em julho, voltou a verificar-se um aumento de 137% e foram ultrapassados os 85 milhões de euros na exportação, valor esse que é já superior ao total das exportações do ano passado (81,3 milhões de euros), que tinha sido o melhor de sempre", enfatizava a Abimota.

 

Entretanto, na próxima quarta-feira, 13 de outubro, a Abimota vai apresentar o seu mais recente projeto dedicado ao setor das duas rodas e mobilidade suave.

 

"O processo de candidatura, realizado pela Abimota e liderado pela Polisport, reuniu mais de três dezenas de empresas e instituições e mais de 60 projetos, que vão investir um valor superior a 250 milhões de euros", avança a associação, em comunicado.

 

Fonte oficial da Abimota adiantou ao Negócios que esta candidatura foi apresentada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a qual integra "a criação de um Centro de Interface Tecnológico para o setor das duas rodas e mobilidade suave", entre outros projetos.

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