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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Nesta rentrée uma nota para a importância de termos uma Nation Brand forte e de as nossas Marcas darem um contributo ativo para a imagem de um Portugal Moderno, Inovador e Global.

Como está a Nation Brand do nosso país? Neste tempo de crise internacional a Nation Brand do nosso país no Mundo precisa de ser consolidada. Nunca como agora os talentos portugueses espalhados pelo mundo são tão fundamentais para mostrar que há um novo capital de competência estratégica de base nacional. Numa época de crise complexa, esta aposta nestes novos embaixadores é um sinal de confiança na competitividade portuguesa e na capacidade muito concreta de se alterar duma vez por todas o modelo de desenvolvimento económico para o futuro. O futuro de Portugal faz-se com os portugueses e é essa a mensagem central que importa deixar nestes tempos complexos. Por isso apostar numa verdadeira Nation Brand é um desafio tão importante para a nossa agenda de futuro.

 

No contexto do trabalho realizado pela Iniciativa Marcas por Portugal, ficou claro que este é o tempo em que importa aumentar o valor percebido dos produtos e serviços exportados (fora e dentro do país), atrair cidadãos do mundo para virem estudar, trabalhar, viver e investir em Portugal e também promover a transição de uma economia de produção para uma economia de marcas de valor acrescentado. Para tal forma sinalizadas 3 ideias - Portugal como o primeiro país Green Premium, Portugal x 10 x 100 x 1000 e Portugal by Others. Sem dúvida, uma agenda ambiciosa de mobilização, que não deixará de ser um desafio para todos nos próximos tempos.

 

O diagnóstico resultado da reflexão feita é muito claro. A economia portuguesa está claramente confrontada com um desafio de crescimento efetivo e sustentado no futuro. Os números dos últimos vinte anos não poderiam ser mais evidentes. A incapacidade de modernização do setor industrial e de nova abordagem, baseada na inovação e criatividade, de mercados globais, associada à manutenção do paradigma duma economia interna de serviços com um caráter reprodutivo limitado criou a ilusão no final da última década dum crescimento artificial baseado num consumo conjuntural manifestamente incapaz de se projetar no futuro. Importa por isso construir as novas bases para uma nova competitividade estratégica. Para que a nossa economia reforce os seus níveis de competência e a sociedade aumente a sua base de confiança estratégica, a agenda de uma verdadeira Nation Brand passa a ser um desígnio para o nosso coletivo para o futuro.

 

Portugal precisa efetivamente de potenciar a sua Nation Brand, com todas as consequências do ponto de vista de impacto na sua matriz económica e social. A política pública tem que ser clara - há que definir prioridades do ponto de investimento estrutural nos setores e nos territórios, sob pena de não se conseguirem resultados objetivos. Estamos no tempo dessa oportunidade. Definição clara das áreas estratégicas em que devemos apostar (terão que ser poucas e com impacto claro na economia); seleção, segundo critérios de racionalidade estratégica, das zonas territoriais onde se vai atuar e efetiva mobilização de redes ativas de consolidação estratégica das competências existentes para captação de investimento e reforço das cadeias de valor globais.

 

Uma nova economia, capaz de garantir uma economia nova sustentável, terá que se basear numa lógica de focalização em prioridades claras. Assegurar que o investimento de inovação é vital na atração de competências que induzam uma renovação ativa estrutural do tecido económico nacional; mobilizar de forma efetiva os centros de competência para esta abordagem ativa no mercado global - mas fazê-lo tendo em atenção critérios de racionalidade estratégica definidos à partida, segundo opções globais de política pública, que tenham em devida atenção a necessidade de manter níveis coerentes de coesão social e territorial. Por isso apostar numa Portugal Nation Brand é tão importante, neste desafio de construção duma nova agenda competitiva.

 

Em Dinheiro Vivo

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