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CABEÇALHO

A tecnológica afirma que as três operações de compra e venda de participações em 2020 a deixam na posição que necessitava em termos de propriedade para levar a cabo a estratégia definida até 2023, apelidada de Next Generation.

A Novabase revelou ter conseguido um resultado líquido positivo de 7,5 milhões em 2020, resultantes de um aumento anual de 10% no volume de negócios da empresa, segundo os dados divulgados esta quinta-feira, que revelam ainda que o programa estratégico Next Generation contabilizou 73% do turnover da cotada no PSI-20.

 

A tecnológica não reporta impactos relevantes da pandemia nas suas operações, tendo crescido em Portugal e no mercado internacional, muito por responsabilidade do plano estratégico delineado a partir de 2019, o Next Generation.

 

João Nuno Bento, o diretor executivo da tecnológica, sublinhou que as vendas das posições na GTE e Collab, assim como a compra de uma participação da Celfocus à Vodafone, significam que a Novabse “atingiu propriedade de todos os ativos necessários para executar o seu plano” de crescimento.

 

O EBITDA da tecnológica cresceu também, passando de 9,4 milhões de euros em 2019 para 11,8 milhões em 2020, com o Next Gen a impactar fortemente este crescimento. Analisando o EBITDA das operações associadas a este plano estratégico, esta quase duplicou dos 4,3 milhões de euros do ano passado para os 8,1 milhões registados este ano, fruto de uma melhoria na margem, que passou de 5,2% para 8,9%.

 

Em termos das indústrias focadas pelo plano da empresa, o peso das telecomunicações mantém-se sensivelmente invariável, tendo as receitas aumentado em todas as geografias. Em Portugal, os 31,1 milhões de euros de 2019 passaram a 35,4 milhões, enquanto no resto da Europa e Médio Oriente o crescimento foi de 45,5 para 48,8 milhões. O resto do mundo contabilizou 6,5 milhões de euros, que comparam com os 5,1 milhões de há um ano.

 

Ainda assim, na restante operação a margem decresceu ligeiramente, um reflexo das mudanças à estrutura central da empresa e de alguns efeitos da pandemia, com os confinamentos estritos que tiveram de ser impostos nalgumas geografias a contribuírem negativamente para a operação. A margem de EBITDA fora do Next Generation caiu assim de 15,9% para 11,0%.

 

A empresa reporta ainda uma posição de liquidez confortável e que representa uma melhoria em relação ao ano passado. Os 51,5 milhões de euros em caixa no final de 2020 comparam com 34,1 milhões de 2019, um crescimento impulsionado pelos cash-flows gerados pela vendas das participações na GTE e na Collab que, mesmo descontando o peso da compra da Celfocus, representaram 17,4 milhões de entrada para a Novabase.

 

Apesar dos bons resultados, e reafirmando o compromisso de distribuir 1,5 euros por ação no período 2019-2023, a direção da tecnológica afirmou que não irá propor distribuição de dividendos em 2021, decisão que justifica pela elevada incerteza que ainda se verifica na economia.

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