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O projeto H2MED inclui um gasoduto entre Celorico da Beira e Zamora, na fronteira entre Portugal e Espanha, e uma outra ligação marítima por gasoduto a ser construído entre Barcelona e Marselha, em França.

A REN - Redes Energéticas Nacionais anunciou esta quinta-feira que o gestor da rede de transporte de gás alemão Open Grid Europe (OGE) vai integrar o projeto H2MED para a  construção do futuro gasoduto de transporte de hidrogénio que vai ligar a Península Ibérica a França e à Europa Central. 

Deste projeto fazem já parte a REN, a espanhola Enagás e as francesas GRT Gaz e Teréga. Candidato a Projeto de Interesse Comum (PIC) Europeu, o projeto inicial do H2MED inclui um gasoduto entre Celorico da Beira e Zamora, na fronteira entre Portugal e Espanha, e uma outra ligação marítima por gasoduto a ser construído entre Barcelona e Marselha, em França.
 
O anúncio da entrada da alemã Open Grid Europe, e a assinatura do Memorando de Entendimento, foi feito durante o encontro "H2Med, an example of European energy cooperation", que decorreu esta semana em Berlim. No evento estiveram presentes todos os CEO dos operadores envolvidos, Rodrigo Costa pela REN, Arturo Gonzalo pela Enagás, Thierry Trouvé pela GRTGaz, Dominique Mockly da Teréga, assim como o CFO da OGE, Frank Reiners.
 
A 15 de dezembro de 2022, a REN, Enagás, GRTGaz e Tenérga apresentaram uma candidatura conjunta do H2MED a Projeto de Interesse Comum junto da Comissão Europeia publica, que irá anunciar uma decisão em novembro de 2023. A lista de PIC de Bruxelas será confirmada no início de 2024 pelo Parlamento e pelo Conselho Europeu. Com essa definição, os projetos serão elegíveis para receber fundos para estudos e construção, o que permitirá acelerar os trabalhos para garantir o início da construção a partir de 2026 e a sua entrada em funcionamento em 2030.
 
"O H2MED é um exemplo claro de cooperação e multilateralismo entre países vizinhos com um objetivo comum – a descarbonização da Europa. Entre os benefícios deste projeto estão a promoção do desenvolvimento industrial, com elevado grau de inovação, a redução das emissões e o desenvolvimento das energias renováveis, bem como a criação de emprego e a promoção de uma transição justa", disse a REN em comunicado.

 

Em Jornal de Negócios

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