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CABEÇALHO

Receitas no turismo superam em 38,3% valores de 2019. Estadias em Lisboa e Porto atingem máximos históricos.

O turismo registou 2,5 mil milhões de euros em receitas totais durante o primeiro semestre deste ano, sendo que a maioria deste valor (1,9 mil milhões) foram proveitos encaixados através de dormidas. Estes aumentos acontecem à boleia da subida dos preços das estadias, com o preço por noite em Lisboa a atingir 152,6 euros e no Norte 113 euros, os valores mais altos, pelo menos, dos últimos cinco anos.

 

“O rendimento médio por quarto disponível situou-se em 78,1 euros e o rendimento médio por quarto ocupado atingiu 123,1 euros (+11,6% e +11,7%, respetivamente)”, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta segunda-feira. “Em relação a junho de 2019, registaram-se aumentos de 25,8% e 26,1%, pela mesma ordem. Na Área Metropolitana de Lisboa e no Norte, o rendimento médio por quarto ocupado atingiu novos máximos históricos (152,6 euros e 113 euros, respetivamente)”, refere o INE.

 

Os dados divulgados revelam que face a 2019, período antes da pandemia, as receitas totais do setor cresceram 38,3% e as de aposento (dormidas) 41,7%. A subida das receitas no turismo acontece numa altura em que se assiste a uma subida generalizada dos preços, com o preço médio por noite num hotel ou alojamento a atingir em junho os 123,1 euros. Mais 26,1% face aos valores de 2019.

 

Além do aumento dos valores por noite em Lisboa e no Norte, que em junho cresceram 16% e 12,4%, respetivamente, atingindo recordes desde 2017, também no Algarve os preços subiram 7,7% face ao período homólogo fixando-se em 130,9 euros. No Alentejo aumentaram 2,6% para 114,4 euros, no Centro as estadias por noite estão 9,8% mais caras que no ano passado, atingindo 76,8 euros.

 

No entanto, o aumento mais expressivo aconteceu nos Açores onde os preços subiram 16,3% pulando para os 113,1 euros. Pouco acima dos valores cobrados na Madeira onde as estadias por noite ascendem a 99,4 euros, ficando 15,7% acima do período homólogo.

 

Entre os vários tipos de alojamento, em junho, o rendimento médio por quarto ocupado (preço por noite) cresceu, face a junho do ano passado, 12% na hotelaria, 13,8% no alojamento local e 4,7% no turismo rural, de acordo com os valores do INE.

Subida dos preços leva a estadias mais curtas

 

Em junho, foram registados 2,9 milhões de hóspedes, mais 7,1% face ao período homólogo e 7,4 milhões de dormidas, que cresceram 3,7%.

 

Tal como o INE já tinha avançado, os números revelam que o Algarve é a única região do país a ficar abaixo do número de dormidas de 2019. Em junho, em Albufeira, foram registadas 907,8 mil dormidas, menos 10,2% face ao valor pré-pandemia. Uma quebra que é sentida sobretudo entre os portugueses onde há uma redução de 26,6% nas dormidas e nos estrangeiros a diminuição no número de dormidas fica em 5,2%.

 

Além disso, os dados do INE mostram que as estadias nos hotéis e nos alojamentos estão a ficar mais curtas. No primeiro semestre deste ano, na globalidade dos estabelecimentos, a estada média foi de 2,53 noites, diminuindo 1,9% face ao período homólogo, com a estadia dos portugueses a cair 1,7% para 1,93 noites e nos estrangeiros a reduzir 4,3% para 2,93 noites.

 

in ECO.

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