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Ricardo Mourinho Félix anunciou na Web Summit um acordo de 30 milhões de euros entre o banco da União Europeia e a empresa hispano-americana.

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai apoiar o desenvolvimento de aviões movidos a energia solar, anunciou a instituição esta quarta-feira na Web Summit. Está em causa um acordo avaliado em 30 milhões de euros, que une o BEI à Skydweller Aero, empresa do setor aeroespacial com sede em Oklahoma, EUA, mas que tem origem em Espanha.

 

"Este é um projeto importante que junta a transição verde e a necessidade de meios de transporte sustentáveis e, ao mesmo tempo, a inovação que é chave para esta transição", afirmou Ricardo Mourinho Félix, vice-presidente do BEI, que estava acompanhado por Sofia Moreira de Sousa, representante da Comissão Europeia em Portugal, e por Robert Miller, presidente executivo da Skydweller Aero.

 

Para Mourinho Félix, o apoio do BEI ao desenvolvimento de aeronaves que possam deslocar-se a energia solar tem a sua utilidade, considerando os objetivos de descarbonização até 2050. "Este tipo de aviões poderão ser extremamente úteis", disse, podendo vir a transportar cargas até 400 quilos ou equipamentos como antenas ou equipamento tecnológico.

 

O Banco Europeu de Investimento (BEI) assinou um acordo avaliado em 30 milhões de euros com a empresa hispano-americana Skydweller Aero para o desenvolvimento de tecnologia que permita que aviões sejam alimentados por energia solar.

 

Para Sofia Moreira de Sousa, o projeto em causa "é fundamental para o crescimento da economia". Robert Miller, por sua vez, considerou que os aviões movidos a energia solar podem ajudar também as comunicações em situações de emergência, nomeadamente em incêndios florestais.

 

Criada em 2019, a Skydweller tem apresentado protótipos de aviões e drones movidos a energia solar, procurando também criar condições para desenvolver voos autónomos. A ideia é criar aeronaves capazes de alcançar "um voo perpétuo", segundo informações no site da empresa. "Utilizando tecnologia baseada no mais longo programa de voo contínuo com energia solar da história, a nossa empresa em rápido crescimento está a desenvolver uma nova classe de aeronaves não tripuladas, proporcionando a persistência dos satélites geossíncronos com as poderosas capacidades de deteção e alcance de uma grande plataforma aérea", lê-se.

 

Em Dinheiro Vivo

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