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CABEÇALHO

João Conde, professor de Genética, investigador do Centro de Estudos de Ciências Médicas (ToxOmics), da Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, defende que as farmacêuticas devem apoiar a investigação e que a nanomedicina é uma aposta de futuro.

É um dos autores do estudo "Facts and Figures on Materials Science and Nanotechnology Progress and Investment", sobre a eficácia dos nanoprodutos. Como funcionam?
No caso dos tumores, conseguimos colocar nas células cancerígenas uma série de nanomateriais que nos ajudam a que os fármacos sejam mais eficazes, ao mesmo tempo que se poupa as células normais, o que não acontece na quimioterapia. Através da nanotecnologia, podemos colocar todo o tipo de biomoléculas para que os fármacos não sejam descartados tão facilmente pelo nosso organismo ou transportados para outras células que não estejam doentes.


Significa que essas terapias são mais eficazes para as células cancerígenas sendo menos agressivas para as células normais?
É uma das grandes vantagens. Nos tumores cerebrais, com a quimioterapia, o fármaco é injetado e só uma pequena parte chega ao local, na ordem dos 5% a 10%. Vai acumular-se em outros órgãos, nos rins, fígado, etc. Nestas aplicações não há dispersão, produz menos toxicidade, menos efeitos secundários.

 

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