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CABEÇALHO

As exportações de metalurgia e metalomecânica somaram 1.737 milhões de euros em outubro e cresceram 17% em 2021 para 16.402 milhões de euros, divulgou esta segunda-feira a associação setorial.

As exportações portuguesas de metalurgia e metalomecânica somaram 1.737 milhões de euros em outubro e acumulam um crescimento de 17% desde o início do ano, face a 2020, para 16.402 milhões de euros, divulgou esta segunda-feira a associação setorial.

 

“O Metal Portugal, desde o início do ano, tem vindo a assinalar um registo sempre acentuado nos números das exportações. O mês de outubro não fugiu à tendência esperada para este final de 2021, com as exportações a atingirem a cifra de 1.737 milhões de euros, mais um registo que entra diretamente para o top 10 das melhores marcas de sempre”, refere a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) em comunicado.

 

De acordo com a AIMMAP, é já certo que “o ano de 2021 irá igualar, em termos de registos, os recordes atingidos no período pré-pandemia”.

 

Algo que, realça, “no contexto atual de constrangimentos sentidos ao nível dos preços inflacionadíssimos das matérias-primas, dos combustíveis e dos transpores, representa um feito incalculável de resiliência das empresas do Metal Portugal”.

 

Segundo salienta a associação, “este registo apenas é possível com uma enorme resiliência e com a cada vez maior diversificação de mercados para os quais o Metal Portugal exporta”.

 

“Desde o início da pandemia, os mercados tradicionais continuam a representar a maioria dos mercados para onde o Metal Portugal exporta, com cerca de 74,8%. No entanto, a importância que os mercados extracomunitários têm vindo a ter é bastante significativa, tendo tido um crescimento, entre janeiro e outubro deste ano, de 40% face ao mesmo período de 2019”, avança.

Neste contexto, mercados como o Japão, China, Austrália, Marrocos, Turquia e Austrália “continuam numa tendência de crescimento, o que vem valendo ao Metal Portugal as cifras conquistadas todos os meses”, refere.

 

Citado no comunicado, o vice-presidente da AIMMAP considera que “os registos do Metal Portugal ao longo destes últimos meses são apenas surpreendentes para aqueles que não acompanham as empresas e a forma dedicada e resiliente de trabalhar”.

 

“A forma como as nossas empresas se souberam reinventar durante este período e a forma como esta reinvenção foi aceite perante os mercados extracomunitários mostra que o Metal Portugal caminha a passos largos para um cada vez maior reconhecimento”, sustenta Rafael Campos Pereira.

 

Para o dirigente associativo, atingir em 2021 os valores recorde de 2019 será “um feito francamente notável, tendo em conta a quantidade e adversidade de desafios que as empresas enfrentam, com a subida vertiginosa do preço das matérias-primas (os dados conhecidos este mês revelam que os preços se mantêm em níveis muito elevados), dos combustíveis, da energia, dos transportes, juntamente com uma enorme dificuldade de contratação de mão de obra, tão necessária para fazer face à procura externa”.

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